A festa é Circuito

Clash Club (SP) comemora um ano com temporada de um mês de festa.
Há um ano atrás, quando os realizadores da festa Circuito inauguravam a Clash, eles já sabiam que o projeto não tinha erro: o público está muito mais cabeça aberta, ninguém é mais tão xiita de só gostar disso ou daquilo. A própria música de pista evoluiu: rock eletrônico, mash ups, bootleg e maximalismos – traduzindo: muitas vertentes e estilos musicais em uma só faixa.
Com direção artística voltada para o público que curte rock e música eletrônica – algumas noites mais misturados entre si, outras bem segmentados, o galpão dos anos 30, no eixo da região da Barra Funda (uma área industrial, de fácil acesso e ainda não alvo da vigilância do PSIU) consolidou-se assim, em menos de um ano. Um misto de club e casa de show.
De olho na programação do mês de aniversário, o Repique foi bater um papo com André Barcinski, um dos sócios proprietários da Clash.
André, conta um pouco sobre a Clash.
André: A Clash é alternativa. Não toca música comercial. Só rock e eletrônica; e às terças, a noite é da Chocolate Crew, de Hip Hop. Na cena paulistana, caminha ao lado de casas como D-Edge, Vegas, SPKZ, Lov.e e Fun House.
É um filhote das festas da Circuito, uma festa com proposta de ser itinerante. Todo mundo fala em ‘rave’ Circuito, mas das cinquenta e tantas que rolaram, a maioria foi indoor em galpões e fábricas.
E qual é a melhor noite?
Impossível falar, porque são todas muito diferentes entre si.
A Chocolate às terças é bem bem interessante; a sexta é a noite mais forte porque é Techno da Circuito. Casa cheia, clima bom. Bomba.
Então quais foram as melhores atrações nesse um ano?
Pessoalmente falando a melhor noite foi o show da banda Mudhoney (uma das mais importantes bandas da cena de Seattle, apesar de não ser uma das mais conhecidas), em junho passado. Foi sensacional, sou muito fã da banda, e ver num lugar daquele tamanho, foi especial. Naquele dia, clube, banda e público - casou perfeito. Quem viu, sabe.
Outras noites que não posso deixar de citar foram: a festa da Circuito com o David Carretta, (francês, set electro- techno) e outra com o DJ japonês Takaaki Itoh, em que o clima rolou super legal.
E como vai ser a comemoração de um ano?
A bem da verdade estamos quase comemorando dois anos, porque o projeto do clube até ficar pronto efetivamente e inaugurar levou um ano.
A comemoração vai ser durante o mês todo, equilibrando DJs sets e shows de rock. . Nessa sexta-feira a primeira grande atração é o Anthony Rother – (um mestre do electro, vem com suas toneladas de equipamento, uma figura já bem conhecida dos brasileiros – já tocou no Reveillon de Ipanema e no Skolbeats) sempre quis ter ele na Circuito, e na Clash, é um cara que a gente adora. É versátil, tanto o público de rock como o de música eletrônica curtem, pra gente é perfeito. Depois, Adam Beyer (Suécia) e Gui Boratto (07/03); Surgeon – UK, (14/03); show do Nasi, no dia 15 - o primeiro show dele depois de separar do Ira!; e no dia 29 a banda de rock Shellac, do Steve Albini, o cara que produziu o Nirvana.
E tem mais novidades?
Putz, a gente vai trazer o New York Dolls em abril, os DJs Chris Liebing (Techno/Alemanha), Vitalic (Electro / França), Legowelt (Electro / Holanda) - com data confirmada em 04/abril - que a galera está esperando há muito tempo pra ver.
E o The Mission, no dia 12/abril, um acústico de clássicos – última e derradeira oportunidade porque o cara encerrou a banda e o show de despedida é no Clash.
Clash
Rua Barra Funda, 969 - Barra Funda, São Paulo - SP
Postado por Paula Guedes