Terra Magazine

31 de março de 2008

Zé Celso comemora 71 anos embaixo do minhocão

repique2008 às 14:33

Ontem, dia 30 de março, aniversário de 71 anos do diretor Zé Celso Martinez Corrêa e Jubileu dos 50 anos do Teatro Oficina, teve festa embaixo do viaduto, em frente ao Teatro Oficina, no bairro do Bexiga, São Paulo.
Logo após a apresentação de “Vento Forte para um Papagaio Subir” o público foi para baixo do minhocão (essa área inclusive, faz parte da planta de ocupação do Bixigão, que Zé Celso tenta, incansavelmente, que se materialize). Um lounge de pufes, vinho, pipoca, decoração feita de jornais com purpurina e show de rock, tudo isso no vão embaixo do viaduto onde funciona,durante o dia, um sacolão. Alí, em meio à balcões de pastéis, peixes e frutas, Zé Celso recebeu seus convidados, entre eles o videomaker Tadeu Jungle, a cantora Beatriz Azevedo,

o senador Eduardo Suplicy,

a diretora e produtora Monique Gardenberg,

a atriz Maria Alice Vergueiro (Tapa na Pantera),

e o parceiro Renato Borghi, que nasceu no mesmo dia e ano que Zé Celso (os dois ainda se formaram na mesma faculdade, São Francisco, e juntos fundaram o Teatro Oficina), que entrou em cena durante a apresentação da peça.

“Vento Forte para um Papagaio Subir” está em cartaz no Teatro Oficina aos sábados e domingos, às 20h.

Essa é a primeira peça que Zé Celso escreveu e foi protagonizada há 50 anos (num Festival de Teatro de Estudantes em Porto Alegre) pelo jovem José Serra. Zé Celso dedicou a montagem à sua mãe e ao governador, a quem pede uma audiência para falar da desapropriação do terreno em torno do Teatro (o já conhecido embate Grupo Silvio Santos x Teatro Oficina). Para quem não sabe, o Grupo Silvio Santos pretende construir um mega-shopping no quarteirão do teatro e essa construção impossibilita a execução de um projeto feito pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (idéia original de Lina Bo Bardi), de um teatro de estádio para 2 mil pessoas.

O governador, que foi convidado para a festa, não compareceu.

 

Postado por Odara Carvalho

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30 de março de 2008

Viúva de Tom lança filme sobre Maestro em 2008

repique2008 às 23:23

Em fase de finalização, um documentário sobre Tom Jobim chega aos cinemas ainda esse ano. O Repique teve a sorte de conversar com Ana Jobim, a viúva de Tom, o ‘Maestro’, que dirigiu o filme.

Elegante, ela faz o lançamento invertendo a ordem comercial, primeiro foi o DVD (pela Biscoito Fino), depois a telona. Coisas que só o coração pode entender:

2008, 50 anos de Bossa Nova, esse documentário tem a ver com as comemorações?
Ah, eu só cuido do patrimônio do Tom. Sou responsável por gerenciar os direitos. Quando inventaram a Bossa Nova eu nem tinha nascido. Não quero me envolver com isso… Está a maior briga para definir quem inventou a Bossa Nova, definir quem é o pai.

Fundamental é mesmo o Amor
Continua Ana: "Esse filme não tem nada a ver com Bossa Nova, é atemporal. Tom fala de coisas importantes: as mais simples, de uma rotina caseira, do momento de composição de uma música, sua preocupação com Ecologia - tudo dito por ele - o que ele pensava, o que ele achava. Mostra uma simplicidade que as pessoas não tiveram oportunidade de ver e conhecer. Toda a espontaneidade e a sofisticação das idéias dele”.
“Tudo o que ele fala é tão atual, está ressonando agora. Foi dito em 1987. Ele morreu há 13 anos, 14 quase”.

Medo e generosidade
“Eu tinha um material bruto que eu não sabia onde ia dar. Oito horas de imagens captadas, fotos e vídeos caseiros em VHS.
E por uma questão de cuidado e de medo também – ‘medo de exposição, quem não tem?’, fiz primeiro uma coisa em DVD, em que as pessoas poderiam se interessar e ir atrás. E as respostas me deram segurança para colocar no cinema, sem ter que mexer na edição, sem ter que mexer no que ele é. É um média-metragem. Com 60 minutos.”

“A casa levou quatro anos para ficar pronta e o poema, oito”
“São imagens muito pessoais e intimistas que dirigi em um momento do lançamento de um livro (‘Ensaio poético: Tom e Ana Jobim’, de fotos delas e textos dele, de 1987) –acompanhado de uma exposição de fotos minhas”.
“Resolvi que seria bacana colocá-lo em vídeo, nas salas onde estavam expostas as fotos - Tom em diversos monitores, contando histórias suas, depoimentos que seguiam o curso do livro, em três módulos: Nova York, o sítio em Poço Fundo e Rio de Janeiro”.

‘A casa do Tom, Mundo Monde Mondo’
“No meio da edição criou-se esse nome. É uma frase de um poema, fio condutor da narrativa, que Tom recita:

Vou fazer a minha casa
no alto do chapadão
Vou levar o meu piano
que ficou no Canecão.

Vou fazer a minha casa
no alto do chapadão
Vou levar a Don´Aninha
pra me dar inspiração…

(Nota do Repique: Chapadão começou a ser escrito quando Ana e Tom escolheram o terreno no alto do Jardim Botânico para construírem sua casa).

Você tem de cabeça alguma frase dita por Tom no filme?
“Tem várias, fica com essa que parece simples, mas é desconcertante também: ‘Brasileiro para usar caixa de fósforos devia ter licença, como quem tem que ter licença para portar uma arma”.

Postado por Paula Guedes

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Dupla francesa Air relança álbum ‘Moon Safari’

repique2008 às 3:22

O álbum mais sexy do século
Em comemoração dos 10 anos do lançamento de ‘Moon Safari’, os franceses do Air relançam o álbum em edição limitada, de luxo, capa dura e material inédito: DVD de clipes e shows, músicas que não entraram no álbum à época, raridades, releituras e remixes. Ao todo, três discos.
Moon Safari é o primeiro álbum da dupla formada por Nicolas Godin e JB Dunckel. Originalmente lançado em 1998, mistura rock com música ambiente e batidas eletrônicas. Foi consagrado um dos maiores clássicos do synth-pop - com vocais sexies, ar retrô e levada hipnótica.
Os hits ‘Sexy Boy’, ‘Kelly Watch the Stars’ e ‘All I Need’ já embalaram o romance de milhares de casais no mundo inteiro.

Cama de algodão doce
Com essa estréia, logo de primeira tornaram-se os instant darlings da cena cult mundial e abriram a estrada para outros projetos do gênero, como Zero 7 e Thievery Corporation.
E por obra do destino, nunca mais se superaram.
Todos os álbuns subsequentes – ‘The Virgins Suicides’ (trilha sonora do filme de Sofia Coppola, ‘10 000 HZ Legend’, ‘Talkie Walkie’ e ‘Pocket Symphony’ – não atingiram a metade do sucesso de ‘Moon Safari’ - minimalistas demais, depressivos, obscuros - nada foi tão marcante quanto sua estréia.

Nunca vieram para o Brasil. É um dos shows mais aguardados pela geração safra anos 70.
Edição de colecionador.


Moon Safari:
01 La Femme d’Argent
02 Sexy Boy
03 All I Need
04 Kelly Watch the Stars
05 Talisman
06 Remember
07 You Make It Easy
08 Ce Matin Là
09 New Star in the Sky
10 Le Voyage De Pénélope

Moon Safari Remixes, raridades e performances em rádios:
01 Remember (David Whitaker version)
02 Kelly Watch the Stars (live at the BBC 1998)
03 J’ai Dormi Sous L’Eau (live at the BBC 1998)
04 Sexy Boy (live at the BBC 1998)
05 Kelly Watch the Stars (Moog Cookbook remix)
06 Mabrouk (live on KCRW 1998)
07 You Make It Easy (live on KCRW 1998)
08 Bossa 96 (demo)
09 Kelly Watch the Stars (demo)
10 Sexy Boy (Beck ‘Sex Kino’ mix)

DVD:
01 Eating, Sleeping, Waiting & Playing – documentário sobre a dupla, dirigido por Mike Mills
02 Videoclipes: "Sexy Boy", "Kelly Watch the Stars", "All I Need", "Le Soleil Est Pres De Moi"
03 Álbum de fotos

Postado por Paula Guedes

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29 de março de 2008

O Natimorto em Curitiba

repique2008 às 11:17

O Natimorto, adaptação para teatro da obra homônina do grande quadrinista brasileiro Lourenço Mutarelli teve duas temporadas de sucesso em São Paulo e hoje e amanhã acontece em Curitiba, como parte da programação do Festival de Teatro de Curitiba.

Maria Manoella, 29 anos, atriz, leu o romance em 2005,comprou os direitos e em 2007 conseguiu trazê-lo ao palco. Agregou a equipe perfeita para a montagem: Mário Bortolotto, que além de ter feito uma adaptação à altura e dirigir o espetáculo, foi o responsável pela trilha, a própria Maria Manoella vive “a voz da pureza” e Nilton Bicudo está brilhante como o Agente (alter-ego do autor).

Enredo: O Natimorto conta a história de um agente musical frustrado - que não age - e que lê o futuro de uma cantora lírica - sem voz - nas fotografias de advertência dos maços de cigarro, como se fossem cartas de tarô. Ele, movido pela paixão, a traz para São Paulo afim de apresentá-la a um importante maestro. Enquanto esperam o dia da audição se conhecem melhor num quarto de hotel onde lentamente, entre cafezinhos e cigarros, são reveladas suas verdadeiras intenções.
O Natimorto é o segundo romance de Mutarelli, autor também de O Cheiro do Ralo (levado ao cinema em 2006, dirigido por Heitor Dhalia, com Selton Mello no papel principal).

O NATIMORTO NO CINEMA


Paulo Machline
, estreante em longa-metragem (mas que tem em seu currículo três importantes curtas, entre eles “Uma História de Futebol” que, em 2001, concorreu ao Oscar ) irá dirigir a adaptação de Natimorto para o cinema. Começam a rodar ainda esse ano, em São Paulo.

 

Postado por Odara Carvalho

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28 de março de 2008

Noitada non-stop no club Pacha

repique2008 às 18:32

Em tour mundial, a festa Cocoon - que representa o selo, clube e agência de DJs de Frankfurt - desembarca no Brasil esse sábado. Será a primeira de uma série de festas trimestrais do label – um dos mais conceituados da cena eletrônica, protagonista da evolução da dance music mundial.

Para essa estréia, vem seu fundador e líder, Sven Vath - uma lenda viva da resistência clubber, por seus sets longuíssimos e disputados. O DJ toca pesado no techno 4×4, mas dessa vez, dizem, seu set tenderá para o electro.

Mr. Hedonismo
Há mais de oito anos residente da noite Cocoon de Ibiza, durante o verão europeu - o cara já viu de tudo, já recebeu os melhores DJs do planeta e já se divertiu outro tanto… gosta de uma noite sem fim. Sven Vath é facilmente identificável por seu estilo freaky de maquiagem carregada nos olhos.

Para sua apresentação no Brasil, o alemão promete 12 horas de set na Pacha paulistana - seis horas na pista interna (Domo) e outra metade na área externa (na pista La Terraza). Será sua única apresentação em terra brasilis, nesse sábado (29/mar). É festa que não acaba mais. Vai ser o famoso “está com medo por que veio?”. Moçada está agitada.

Sven Vath, na Pacha São Paulo
R. Mergenthaler, 829 - Vila Leopoldina - São Paulo – SP

Postado por Paula Guedes

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27 de março de 2008

Em show inédito, Woody Allen toca em Montreal

repique2008 às 23:58

Foi anunciada a performance do diretor, ator, roteirista, comediante, psicótico, pedófilo proto-incestuoso, músico, clarinetista Woody Allen e a banda New Orleans Jazz Band, no Festival de Jazz de Montreal.

Tão longe tão perto
Será a primeira vez que Allen toca na cidade francófona canadense. Por mais de 30 anos, Woody Allen e banda tocam toda segunda-feira, sagrada, no Café Carlyle, em Nova York, destilando um repertório com mais de 1200 músicas – uma coleção de faixas do começo do século XX – sem playlist prévio, onde Allen e Eddy Davis escolhem na hora o que vão tocar – improvisando a ponto de nem mesmo os outros músicos do septeto saberem a próxima ‘chamada’ (“call out next”).
Muito raramente a banda toca fora de Manhattan.

Detalhe: a rigor, deveríamos falar de uma Eddy Davis New Orleans Jazz Band porque é sob a direção deste tocador de banjo que se organizam. Tampouco Woody Allen protagoniza o show, ele se comporta como mais um entre os demais, apesar do fato de que o mundo inteiro vá lá para vê-lo.

A música parou na década de 50
"Nasci e cresci na época de ouro da música popular americana, anos em que a música era incrivelmente bonita e muito influenciada pela Europa. Irving Berlin, Jerome Kern, George Gershwin ou Cole Porter compuseram canções maravilhosas em que o tema eram as relações amorosas. Depois, com o advento do rock, a música americana tornou-se mais narcisista, mais assente no ritmo que permitia dançar e acordar as emoções sexuais. As canções ficaram mais egocêntricas: I gotta be me, I did it my way."

Sobre o Festival de Montreal
Acontece entre os dias 29/junho e 6/julho, durante o verão do hemisfério Norte, quando literalmente os canadenses se vêem como passarinhos livres de gaiolas. São mais de 600 shows - indoors, em jazz clubs, nas ruas – na maioria gratuitos, em palcos montados entre quarteirões e mais quarteirões fechados para o tráfego exclusivo de pedestres, no centro da cidade. Música do meio-dia à meia noite.

Mais atrações de destaque desse ano são: Aretha Franklin, Dee Dee Bridgewater, Steely Dan, Leonard Cohen, Saxophone Summit com Joe Lovano, Dave Liebman e Ravi Coltrane; entre outros.

Se você não conhece Montreal, não perca tempo, o mote é esse; se já conhece, sabe do que estamos falando aqui.

Para mais infos: Festival de Jazz de Montreal

* * *


Para quem anseia por novidades de Woody Allen nas telonas:
Aos 73 anos de idade, Woody allen pode ser considerado uma usina. Ainda nem estreou seu filme "Vicky Cristina Barcelona", com Penelope Cruz, Javier Bardem e Scarlett Johansson – sua queridinha ‘ScarJo’ – que nesse filme vivem não um ‘triângulo amoroso’, mas um ‘ménage a trois’ mesmo, o diretor já começa a produzir sua mais nova comédia, dessa vez de volta a NY, no bairro do Queens.
Ainda sem nome, estrela Evan Rachel Wood e os atores Larry David e Henry Cavill. Allen escreveu o roteiro, dirige e atua nessa produção.

Lenha na fogueira
Agora, bom mesmo seria se ‘Vicky Cristina Barcelona’ estreasse aqui na Mostra de Cinema, do Rio ou São Paulo, com um show desse na abertura, não? Aí, simmmm. Leon Cakoff, Grupo Estação, que tal???

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Ser Emo é caso de polícia no México

repique2008 às 17:43

Uma onda bizarra de violência anti-emo anda varrendo o México.
Tudo começou em 07 de março, na cidade de Querétaro, quando cerca de 800 jovens de tribos urbanas - como “punks, metaleiros e skatistas” - agrediram os jovens do movimento Emo, acusando-os de não terem ideologia própria, impedindo-os de se reunir na praça do Centro Histórico da capital queretana.
Semana seguinte a violência anti-Emo se espalhou na Cidade do México, quando, de novo, punks enfrentaram os Emos na praça ‘Glorieta de Insurgents’ o epicentro da social Emo daquela capital.
Pois o confronto foi caso de polícia. Veja aqui.

“enojados porque se dizem copiados pelo Emos”
A cultura e tradição latino-hispânica é bastante conservadora, tradicional e católica.
As teses para explicar essa crise Emo-social variam desde um “movimento nacionalista, anti-americano”, que reage contra algo que não é “mexicano suficiente” ou representativo do que há de pior na América; que não passam de uma tribo ‘fashion’ "que não poderiam ser comparados a outras tribos urbanas, muito mais legítimas e idealistas como punks e skatistas". Agravante também foi a imprensa que tratou de fazer o perfil do movimento com caricaturas repisadas, colaborando para fortalecer a percepção negativa da tribo.

Para quem está de fora, o mais óbvio parece ser ódio e intolerância.
Afinal qual o problema de ser “sensível, chorar, e deixar aflorar seus sentimentos” – como são comumente identificados os Emos??? A reação beira a homofobia.

Editorialzinho de mierda
O fato é que se os Emos - com suas franjas, lápis cajal nos olhos, pretensamente fashion - estão imitando uma tendência, um gosto particular, se defendem ou não uma causa, quem poderia decidir se uma tribo é mais legítima que outra???
Cadê os clubber, ravers, veggies dessa cidade????

Porque convenhamos, se tivessem idade, se fosse fácil cruzar a fronteira, estariam todos belos e sorridentes em Los Angeles, posando de ‘hipsters’, defendendo causa ou política nenhuma.

(Nota do Repique: o melhor do vídeo são os Hare Krishnas, que aparecem do nada, igual história em quadrinhos dos Freak Brothers).

Postado por Paula Guedes

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Grupos de teatro protestam contra a Lei Rouanet

repique2008 às 3:10

Hoje, dia 27 de março, é o dia internacional do teatro e do circo. Aproveitando a data, o Redemoinho, que é um movimento nacional de grupos teatrais, preparou ações, manifestações e passeatas em todo o Brasil. Durante os eventos será lançada a  “CARTA DE PORTO ALEGRE”. Essa carta-manifesto foi assinada por vários grupos de teatro de todo o país e oficializa a proposição da Lei Prêmio Teatro Brasileiro, uma alternativa à Lei Rouanet. Com isso os grupos estão “opondo-se claramente a Rouanet e a seu mecanismo de privatização dos recursos públicos" e propondo a retirada das decisões pelos departamentos de marketing das empresas privadas  sobre o que tem ou não valor cultural .

TRECHO DO MANIFESTO REDEMOINHO

"A Cultura esvaziada de pensamento, estruturada pela visão política que tem no marketing o seu fundamento, é o que alimenta na sociedade a competição, a concentração de renda, o preconceito, a privação dos direitos elementares do cidadão e a manutenção do status quo.

Não compete à Arte dar o pão, nem forjar pseudo-inclusões sociais através de políticas públicas que acreditam propiciar a inclusão e a contenção da insatisfação social. À Arte compete apontar para além dos limites impostos pela dura realidade, na tentativa de buscar novos caminhos para a política e para o homem.

Sob esse olhar, a Cultura é uma questão prioritária do Estado por fundamentar o exercício crítico da cidadania na construção de uma sociedade democrática. Há anos, diversos grupos e companhias de teatro vêm desenvolvendo trabalhos que visam tecer novas relações sociais e humanas entre a Arte e a sociedade"

 

PROGRAMAÇÃO:

São Paulo - A  partir das 10h na praça do Patriarca, apresentação de vários grupos de teatro de rua; às 16h os manifestantes seguem em caminhada até o Teatro Municipal onde será lido às 17h o manifesto (a “Carta de Porto Alegre”) e oficializada a proposição da Lei Prêmio Teatro Brasileiro. Alem disso, como ação local, será proposta a retomada do Fundo Estadual de Arte e Cultura. O encerramento da manifestação será no Teatro Fábrica, às 20h30, com a participação do sociólogo Francisco de Oliveira e do filósofo Paulo Arantes.

Rio de Janeiro - A concentração será às 15 h, no relógio do Largo da Carioca. Um Cortejo dramático sairá às 16h seguindo para a Cinelândia. Após performances teatrais e números circenses, o cortejo continua pela Rua Pedro Lessa, cruzando a Biblioteca Nacional em direção ao Palácio Gustavo Capanema, onde fica a Representação Regional do Ministério da Cultura e onde será lido o manifesto.

Curitiba - Está marcado para o meio-dia protesto com a presença dos artistas que participam do Festival de Curitiba, no Memorial de Curitiba (sede do festival). Ivam Cabral, do Grupo Os Sátyros, lerá o manifesto.

Belo Horizonte - A manifestação ganha o nome de"BOBEU DANÇOU! O TEATRO BRASILEIRO EM MOVIMENTO" e acontece na Praça Santa Tereza a partir das 18 e conta com a presença de representantes da classe teatral mineira e agentes culturais.

Acontecem ainda manisfestações  em Porto Alegre, Salvador, Ipatinga, Natal, Uberlândia, Campinas e Franca, entre outras cidades.

Mais informações no site http://www.redemoinho.org

 

Postado por Odara Carvalho

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26 de março de 2008

Lixo da Cidade Limpa vira arte em São Paulo

repique2008 às 10:27

2501 é o nome do artista. O Resto da Comida do Rei é o nome da exposição.

São 10 light-box com molduras de alumínio e 3 toy arts gigantes feitos de lona de vinil. Todo o material usado foi reaproveitado do lixo de campanhas publicitárias, ou seja, do lixo do projeto Cidade Limpa. A idéia é muito boa e o resultado também.

A seqüência de números corresponde ao dia e mês de nascimento do artista (e também da cidade de São Paulo, diga-se). Iacopo é seu nome real (mas não espalhe). Italiano, tem um pé no Grafitti e o outro no Design. Já “interferiu” em paredes de várias cidades do mundo, como Berlin e Milão.

Toda a turma “street” de São Paulo esteve presente ontem na abertura da exposição, que acontece na Coletivo Galeria e fica até dia 26 de abril.

Vai lá!

Rua Pinheiros, 493 - Pinheiros – São Paulo
Terça a Sexta, das 12h às 21h, e Sábado, das 11h às 17h
Grátis.

 

Postado por Odara Carvalho 

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Design: sucesso em Milão aposta na nova família

repique2008 às 9:13

Por Carol Gay

Na contramão dos jogos de porcelana mais tradicionais - aqueles papai e mamãe com 240 peças, que toda noiva boa moça ganha, Patrícia Urquiola - a designer-sensação da Feira de Milão 2007 - aposta em um novo comportamento e modo de vida de quem consome design: conjuntos de porcelana para mesa com peças de formas diferentes. “Eles são feitos para o solteiro, o casal e os divorciados. Não há necessidade de ‘fazer jogos’, ter tudo igualzinho”.
Essa tendência assimila a individualidade e o conceito de ‘nova família’ no design.

De passagem pelo Brasil, a designer divulgou esse seu mais novo lançamento, uma ‘releitura contemporânea’ para a Rosenthal – uma das mais tradicionais marcas de porcelana alemã, produzido exclusivamente para o Salone Internazionale del Mobile que acontece de 16 a 21 de abril.

“Todo produto tem sua história. Basta comunicá-la”
Espanhola, formada na Faculdade de Arquitetura de Madrid e posteriormente em desenho industrial em Milão, onde mora atualmente, Patrícia Urquiola é focada em design de coisas domésticas - tudo para ela tem um ‘doble fondo’, ou seja uma parte que é vista e outra que esconde por trás um significado.

Sua criação deriva das mais diversas e surpreendentes fontes, por exemplo, uma luminária feita a partir de um bracelete em baquelite, uma linha de sofás e poltronas feita a partir de peças de Balenciaga, modelos feitos através de imagens tridimensionalizadas através de software com linhas mais ‘gordas’, significado que deu origem a Fat Family, em contraponto aos móveis criados por Citterio na B&B.

Sua maior referência é o designer italiano Vico Magistretti, por quem é vidrada, com quem trabalhou e a quem dedicou uma exposição em Verona em 2006 “The donkey skin- the sinthesis beneath the mind”. Patrícia produz para as melhores e mais diversas empresas de design, como DePadova, Alessi, Molteni, Rosenthal, Agape, Moroso, MDF, Driade, B&B, Foscarini, Kartell, entre outras.
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Março é mês de lançamentos na área do design brasileiro
Feiras e eventos fizeram muitos compradores e curiosos correrem para conferir as novidades que estarão nas lojas de móveis e design nos próximos meses:

Tendências: cores dourado turquesa e petróleo, e móveis e acessórios sofisticados asiáticos e sulamericanos.
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E para quem está a fim de se aprofundar: workshops interdisciplinares de design em Boisbuchet – França, com duração de 6 a 10 dias, ministrados por designers, arquitetos e artistas internacionalmente renomados do mundo todo: Fabio Novembre (Itália), Norway Says (N), Tomoko Azumi (Japão), Satyendra Pakhalé (Inglaterra), Héctor Serrano (Espanha), e Maarten Baas (Holanda).
Tecidos, porcelana, papelão, biopolímeros e vidro; será possível criar toys, desenhar luminárias e interagir com elementos naturais.
A idéia do curso não é produzir um produto perfeito, mas oferecer ‘insights’ ao processo criativo e às mudanças envolvidas.
Confira mais detalhes no site www.boisbuchet.org

Carol Gay, 32, é arquiteta e designer, vive em São Paulo e viaja todo ano para a feira de Milão.

Postado por Paula Guedes

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