Zé Celso comemora 71 anos embaixo do minhocão
Ontem, dia 30 de março, aniversário de 71 anos do diretor Zé Celso Martinez Corrêa e Jubileu dos 50 anos do Teatro Oficina, teve festa embaixo do viaduto, em frente ao Teatro Oficina, no bairro do Bexiga, São Paulo.
Logo após a apresentação de “Vento Forte para um Papagaio Subir” o público foi para baixo do minhocão (essa área inclusive, faz parte da planta de ocupação do Bixigão, que Zé Celso tenta, incansavelmente, que se materialize). Um lounge de pufes, vinho, pipoca, decoração feita de jornais com purpurina e show de rock, tudo isso no vão embaixo do viaduto onde funciona,durante o dia, um sacolão. Alí, em meio à balcões de pastéis, peixes e frutas, Zé Celso recebeu seus convidados, entre eles o videomaker Tadeu Jungle, a cantora Beatriz Azevedo,

o senador Eduardo Suplicy,

a diretora e produtora Monique Gardenberg,

a atriz Maria Alice Vergueiro (Tapa na Pantera),

e o parceiro Renato Borghi, que nasceu no mesmo dia e ano que Zé Celso (os dois ainda se formaram na mesma faculdade, São Francisco, e juntos fundaram o Teatro Oficina), que entrou em cena durante a apresentação da peça.
“Vento Forte para um Papagaio Subir” está em cartaz no Teatro Oficina aos sábados e domingos, às 20h.
Essa é a primeira peça que Zé Celso escreveu e foi protagonizada há 50 anos (num Festival de Teatro de Estudantes em Porto Alegre) pelo jovem José Serra. Zé Celso dedicou a montagem à sua mãe e ao governador, a quem pede uma audiência para falar da desapropriação do terreno em torno do Teatro (o já conhecido embate Grupo Silvio Santos x Teatro Oficina). Para quem não sabe, o Grupo Silvio Santos pretende construir um mega-shopping no quarteirão do teatro e essa construção impossibilita a execução de um projeto feito pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha (idéia original de Lina Bo Bardi), de um teatro de estádio para 2 mil pessoas.
O governador, que foi convidado para a festa, não compareceu.
Postado por Odara Carvalho