Terra Magazine

30 de abril de 2008

Estréia o filme ‘Bodas de Papel’ no Festival de PE

repique2008 às 17:21

Estréia hoje, no Festival de Cinema de Pernambuco, o longa-metragem ‘Bodas de Papel’ – que traz para a telona o ‘momento exato e mágico de um casal se apaixonando’, e as bodas do primeiro ano dessa história de amor, protagonizada pelo ator argentino Dario Grandinetti, que trabalhou em ‘Fale com Ela’ de Pedro Almodóvar, e a atriz ‘global’ Helena Ranaldi, em sua estréia no cinema.

O Repique conversou com o diretor André Sturm para entrar no clima dessa história:

Você ambienta sua história no rumo de uma cidade “que não deveria existir”, que se reconstrói, qual foi sua idéia ao criar essas circunstâncias?
André: Tem uma palavra em inglês ‘serendipity’ que é encontrar a felicidade quando você menos espera. Queria falar sobre o destino - uma ‘cidade que não deveria mais existir’ como cenário de um encontro entre duas pessoas era interessante nesse contexto. É algo que nenhum dos dois poderia imaginar.
Além disso, tem o lado do recomeço, do renascer, que é algo que também esta no subtexto do filme.

Como foi filmar com Dario Grandinetti, um ator experiente que já trabalhou com Pedro Almodovar?
O personagem foi escrito para ser um argentino. Um homem que se envolve com uma mulher que conhece em outra cidade precisava não ter raízes. O Dario foi uma das primeiras opções. Lembrava dele em "Fale com Ela" que é meu filme preferido do Almodovar, e consegui seu contato. Logo no primeiro encontro nos demos bem e ele topou. Trabalhar com ele foi sensacional. É um ator de cinema. Que tem técnica apurada, capaz de repetir uma cena de maneira idêntica se necessário e de corrigir facilmente. Além disso é divertido, uma excelente companhia para uma longa jornada que é fazer um longa, no qual convivemos intensamente por 6 semanas (5 de filmagem e 1 de preparação).

E com a atriz Helena Ranaldi?
Escrevendo o roteiro eu comecei a pensar em opções de atrizes, uma amiga minha sugeriu a Helena Ranaldi, eu não a conhecia, quando de repente a vi em uma capa de revista nas bancas – era o rosto perfeito para a personagem. Foi ótimo porque eu precisava de uma imagem real para terminar de escrever a história.

Teve química entre eles? Eles formam um belo par…
Sim, convivemos os três durante uma semana antes da filmagem, fazendo pequenos ensaios, conhecendo o lugar onde filmaríamos. Isso fez com que eles se conhecessem, e com que surgisse um carinho que funcionou.

E por que ‘Bodas de Papel’?
Não é uma história de paixão avassaladora que vai embora, é sobre uma paixão que fica. ‘Bodas de Papel’ tem esse aspecto frágil, um sentido duplo para o casal que começa uma história.

E hoje, você está preparado para a estréia no Festival de Cinema de Pernambuco?
A tensão é grande. É a primeira sessão do filme, de um filme muito pessoal. Ainda não foi visto na telona por ninguém, nem equipe, nem atores. Vai ser bacana para ver a reação do público. É um festival com a melhor platéia do Brasil. Em geral são mais de 2.000 pessoas, todos muito generosos com os filmes.

Postado por Paula Guedes

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Dia da Rainha leva 2 milhões às ruas de Amsterdã

repique2008 às 9:01

30 de abril, Queen’s Day - hoje é dia de festa nas ruas e nos canais de Amsterdam.

I want to break free
Não. Não se trata nem do dia do Freddy Mercury, tampouco a celebração da música do ABBA, ‘Dancing Queen’.
Se você tiver pelo menos uma chance na vida de ir para essa cidade, faça os planos para que esse dia no calendário seja o 30 de Abril – feriado nacional em nome do aniversário da Rainha Juliana, que nasceu em um belo dia de primavera. (Geralmente a data acompanha o aniversário da rainha entronada, mas a atual, Beatrix, nasceu em janeiro, muito frio, e portanto decidiu manter a data em abril em homenagem a sua mãe).

O dia que a cidade segue louca, ‘in orange’ e lava sua alma
Nada mais antropológico do que ver uma nação em dia de festa. E hoje a coisa lá é grande, comparável a um carnaval. 2milhões de pessoas nas ruas, milhares delas em barcos pelos canais, todos usando a cor laranja. Não se faz ideia de onde vem tanta gente. Com sorte, você vê até a família real dá o ar da graça pelas ruas.

Logo de manhã começa o ‘free market’ – em que as pessoas se desfazem de toda a sorte de objetos, roupas, instrumentos , eletrodomésticos e bugigangas de que não precisarão mais, vendendo a preços simbólicos. Tem de tudo.
(Os holandeses adoram a ‘compra e venda’ - vender o ‘invendável’ ou obter o maior desconto - está no sangue, eles se divertem com isso).

E o dia segue até o sol se pôr com muita música pelo ar.
Shows, performances, clubes, em todas as proporções e estilos – jazz, clássico, rock, eletrônico - qualquer garagem vira uma festa espontânea em que se é bem vindo; cerveja transbordando e bares e cafés lotados - a alegria e a jogação toma conta. Isto posto, a dificuldade é se manter sóbrio.

Postado por Paula Guedes

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29 de abril de 2008

Skol Beats 2008: público vai escolher as atrações

repique2008 às 9:27

A edição 2008 do Skol Beats será interativa. O público vai decidir as atrações que virão tocar no festival, que se realizará no dia 27 de setembro, um sábado.

A primeira etapa desse processo será um fórum consultivo, que se realizará entre os dias 29 de abril a 16 de maio, em que o público debaterá nomes de atrações nacionais e internacionais, cenas eletrônicas relevantes para o festival, nomes que já vieram e outros que devem vir. Todos os dias haverá formadores de opinião que farão a moderação do debate – nomes como Léo Madeira, da MTV, Lucio Ribeiro, Camilo Rocha, Claudia Assef e até Julia Petit.

Depois de analisadas as sugestões, os organizadores apresentarão as listas de candidatos: 14 nomes internacionais e 10 nomes nacionais, nas quais deverão ser votados 7 e 5 opções respectivamente, o que denota que o festival esse ano será bem menor do que as edições anteriores. O público também votará em nomes de VJs; formato do festival em que serão dadas opções de local, horário e tipo de palco – outdoor ou tenda; e a causa social para onde a verba obtida através da reciclagem das latinhas será revertida.

Entre os baladeiros de plantão, a escalação do line up do festival geralmente causa frisson, como a escolha do time da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Além das atrações internacionais, a decisão pelos nomes nacionais será quente. A cena eletrônica brasileira vem se renovando, e o festival, que costuma repetir os mesmos nomes - Mau Mau, Marky, Patife, Anderson Noise e Renato Cohen - certamente terá de abrir mão de algum deles. Resta saber quem desses sobreviverá ao anseio do público por novidades.

Outra questão subjacente é que não haverá uma tenda exclusiva de Drum’n'Bass - que deverá estar representada organicamente entre as muitas outras vertentes de dance music, saindo do isolamento de sempre.

Que Deus - ou os organizadores - me ouçam
Quem o Repique mais quer ver ao vivo e a cores no Skol Beats 2008:

- Royksopp
- Hot Chip
- Calvin Harris
- Hercules & Love Affair
- Errol Alkan
- Ricardo Villalobos
- Jeff Mills

Postado por Paula Guedes Foto Renan Gago

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Brasileiros devem publicar graphic novel em 2009

repique2008 às 0:56

Está pra acontecer a realização de um projeto muito interessante.
Cinco duplas de um quadrinistas e um escritor, cada uma criará uma graphic novel (novela em quadrinhos).

As sinópses estão prontas, as duplas formadas, mas ainda não há data de lançamento, “Há editoras interessadas, sairá provavelmente no início de 2009”, disse Joca Reiners Terron, idealizador do projeto. “A princípio temos cinco duplas, mas esse número pode aumentar”.

As graphic novels correm um sério risco de virar longa metragem. A RT Features, produtora do projeto, é também produtora de cinema e pretende, futuramente, trazer as grafics para a tela.

Aproveitando que nesse projeto só tem gente talentosa e interessante, o Repique preparou um pequeno glossário e aproveita para falar das novidades de cada um deles:

Daniel Galera e Rafael Coutinho
Daniel (clica aqui) é de Porto Alegre, escritor, tradutor e dono da editora Livro do Mal, já teve um de seus livros adaptado para o cinema, Cão sem Dono, dirigido por Beto Brant. Daniel está finalizando seu novo romance, que teve seu pontapé inicial com a viagem feita para Bueno Aires pelo projeto Amores Expressos (clica aqui) . Recentemente traduziu a biografia de Hunter S. Thompson, Reino do Medo (Cia das Letras).

Rafael Coutinho é filho do cartunista Laerte. Já teve sua estréia no cinema, com a animação “Aquele Cara” (clica aqui pra assistir).
Clique aqui
no blog dele.

Daniel Pelizzari e Rafael Grampá
Daniel é autor, entre outros livros, de Ovelhas que voam se perdem no céu, que pode ser baixado livremente pela net clicando aqui. Esse livro já foi adaptado para o teatro pelo grupo Cemitério de Automóveis. Daniel fundou, junto com o Galera, a editora Livro do Mal, como forma de resistência para publicar suas próprias obras e de quem mais eles quiserem.

Grampá (clica aqui pra conhecer um pouco do trabalho dele) logo logo estréia no cinema também. Ele é o responsável pela animação do longa O Dobro de Cinco, baseado na obra de Lourenço Mutareli.

Índigo e André Kitagawa
Índigo é Ana Cristina Araújo Ayer de Oliveira. Blogueira, ela tem obsessão por gatos e postava todo dia aqui , agora ela posta aqui. Publicou, entre outros, Festa da mexerica, pela editora Hedra.

Kitagawa teve sua HQ Chapa Quente adaptada para o teatro pelo Grupo Cemitério de Automóveis. Inclusive o espetáculo foi convidado para se apresentar no Festival de Madrid e em mais duas outras cidades da Espanha. É do Kitagawa o cartaz e a animação de abertura do longa Nossa vida não cabe num Opala, que estréia em junho. Clica aqui pra conhecer um pouco do trabalho dele.

Emílio Fraia e D.W.
Emílio tem apenas 25 anos e já há alguns tantos escreve para revistas como Trip e Piauí (clica aqui para ler um de seus textos). Ele também edita a revista Givago. http://www.givago.com/ . E escreveu, junto com Vanessa Bárbara (isso mesmo, escrito a quatro mãos) Verão do Chibo, que será lançado ainda esse ano pela editora Alfaguara, segundo o blog de Marcelino Freire http://www.eraodito.blogspot.com/ .

D.W. tem 26 anos, é de Curitiba. Artista plástico e quadrinista. É dele parte dos desenhos projetados durante Grafics, premiada peça de teatro da Cia. Vigor Mortis (também de Curitiba que teve temporada concorrida em São Paulo).

Joca Reiners Terron e A.B.Ducci
Idealizador do projeto, Joca é de Cuiabá, foi para o Cairo, enviado pelo Amores Expressos, tem sua própria editora, a Ciência do Acidente, é tradutor e escreve poesias, romances e contos, alguns deles reunidos em Sonho Interrompido por Guilhotina (Casa da Palavra).

A.B. Ducci, é de Curitiba, foi responsável pela direção de arte do Festival de Cinema de Curitiba. Vale a pena uma visita na sua página (clica aqui).

Postado por Odara Carvalho

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28 de abril de 2008

Comprar Arte é coisa de Playboy???

repique2008 às 13:21

Esse fim de semana teve a SP-Arte em São Paulo - uma feira que reúne as melhores galerias de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e também outras estrangeiras, da França, Chile, Argentina, Portugal e Uruguai. Foi um sucesso, teve muito ‘frisson’ - disputa pela compra de certas obras. Vendeu bastante. "Obra da Beatriz Milhazes custando U$ 800mil, mais do que um Di Cavalcanti".

O Repique ouviu comentários, e conversou com a artista Fulvia Molina, representada pela Galeria Valu Oria e a curadora independente Maria Montero para repercutir aqui alguns aspectos desse acontecimento no mercado das artes.

O que você achou dessa edição da SP Arte?
Fulvia Molina: Está cada vez melhor – já é a 4ª edição da feira. Dessa vez estão todas as galerias reunidas - as melhores entraram, antes algumas não entravam. Tem galerias estrangeiras, uma do Chile muito interessante.
Está crescendo do modo certo, somos um mercado incipiente ainda, que precisa ser desenvolvido. Antes tínhamos o Marcantonio Vilaça (um marchand, que ajudou a lançar novos talentos no mercado brasileiro e internacional de artes), ele divulgou, ajudou a desenvolver, teve um papel importante para projeção internacional de nossos artistas e o comércio da nossa arte. Ficamos um tempo sem ninguém cuidando disso, e agora temos a SP-Arte.
Maria Monteiro: É importante para os artistas, reuniu galerias, colecionadores, críticos de arte, curadores, diretores de museus, compradores, o público. É um jeito de circular informação. O trabalho do artista não fica isolado na galeria

Repique - Ouvi comentário de que “dá uma certa aflição ver as obras de arte rebaixadas como se fossem produtos, como se fosse uma feira de alimentos”. Não tem uma preocupação cenográfica, com a fruição. Não é uma exposição.
Maria Montero: É igual feira, uma feira de produtos como outra qualquer. É comercial e nunca teve a pretensão de ser outra coisa que não mercadológica. Arte Contemporânea é um mercado e também precisa ser tratado como tal, mas a SP-Arte é muito séria.
Fulvia Molina: As galerias querem exibir o número máximo de obras, vem muita gente conferir a SP-Arte. Querem que seus artistas entrem no circuito internacional de Arte e se valorizem. É importante para São Paulo ter um espaço como esse. Tem várias feiras importantes no mundo, a Art Basel de Miami, a Arco de Madrid.
A SP-Arte também tem palestras. É um lugar que discute arte brasileira.

Repique - Outro comentário é de que na abertura da SP-Arte só tinha ‘playboy’ – “que não entende nada de arte, e não compram nada; quando compram, compram o óbvio”.
Maria Montero: Ora quem pode comprar obra de arte é a elite mesmo. A desigualdade não é do evento em si, mas do país, que não oferece meios de acesso. O público às vezes fala de arte como se tivesse falando de roupa, como se falasse ‘Você viu a nova coleção da Gucci?’. As galerias se juntam para fazer força de venda, mas tem isso de ser um ‘point’. Mas não dá para ser generalista. Teve a palestra da curadora da Tate Gallery, de Londres, que foi gratuita e foi um tesão.
Fulvia Molina: Arte Contemporânea é dificil gostar sem ser iniciado.
A Bienal de São Paulo virou o que virou, mas era um espaço para as pessoas aprenderem o que é Arte Contemporânea.
A última edição (27ª Bienal de São Paulo), curada pela Lisete Lagnado, não teve investimento, não sei como ela conseguiu realizar.
A desse ano corre o risco de ser um vazio. E talvez seja esse o melhor caminho para abrir uma discussão sobre a questão.

postado por Paula Guedes

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Mostra de Audiovisual do PE inicia sua 12ª edição

repique2008 às 0:48

Começa hoje a “Mostra de Audiovisual do PE” - do “Pê-é”, assim mesmo, gaste o seu pernambuquês e junte-se a um dos melhores públicos de cinema do Brasil.

Em sua 12ª edição, o Festival vem crescendo em tamanho e prestígio. Já está entre os cinco mais importantes do Brasil. O Repique conversou com Sandra Bertini, uma das realizadoras da mostra para receber a energia boa que vai rolar entre os dias 28 de abril a 04 de maio.

Confira aqui:

Qual o ponto alto do Festival de Cinema do Pernambuco?
É o público. A gente faz cinema para o grande público ver – os mais variados: estudante, profisisonal liberal, dona de casa, todas as classes e todos os bairros, até os mais pobres. Em todas as sessões, das 18:30 até meia-noite e meia, são ocupados os 3.500 lugares do teatro onde exibimos os filmes.
O local inclusive não é de fácil acesso, mas mesmo assim, todo mundo comparece e lota as sessões. É a mostra com maior participação popular. O realizador fica muito emocionado. Muitos produtores fazem seus filmes para estrear aqui.

E qual o perfil dos filmes selecionados?
É um festival de caráter nacional, que discute cinema brasileiro. Também o ineditismo… Esse ano temos duas mostras paralelas só de filmes pernambucanos, de curtas e longas-metragens - tivemos onze longas inscritos. Todos são merecedores de ganhar o troféu Calunga de Ouro.

E qual a situação do cinema pernambucano?
É um cinema alto astral, feito com muita dificuldade, mas melhoramos muito as condições técnicas, de roteiro, equipe, graças às leis locais. Tivemos filmes premiados (em Cannes) como ‘Cinema, Aspirinas e Urubus’.
Aqui, a vontade de criar é muito forte. Estamos vivendo um período muito bom. Está sendo criado o primeiro curso de cinema na Universidade Federal, o que significa que em 2009 já teremos o primeiro vestibular para quem quiser estudar Cinema.

Qual o traço autoral do cinema pernambucano?
Bonito na tela e gostoso de ver! Não são filmes tão universais, são fundamentados em nossas questões locais – prostituição feminina, as mazelas do sertanejo, menor de rua. A gente se olha muito. E mostra isso através do cinema. O Brasil não é só São Paulo, Rio de Janeiro, Leblon e Avenida Paulista, é também o ‘Amarelo Manga’ da vida.

Postado por Paula Guedes
Foto: Thiago Veras

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27 de abril de 2008

Colírio - Fotos de Marcos Vilas Boas

repique2008 às 10:50

 

 

 

 

Sabe aquele instante que somos absorvidos pela paisagem e nos perdemos na linha do horizonte? Pois esse instante é captado pelas lentes do fotógrafo Marcos Vilas Boas. O Repique separou aqui duas das nove imagens que estáo em exposição na cidade de São Paulo.

 

 

 

 

Ele capta as sutis variações do céu e mar.
Diafragma aberto, recebendo cada instante e transformando-os num instante único.

A d.concept é o menor espaço expositivo de São Paulo.O espaço pequeno faz com que a gente se sinta dentro da imagem.  Fica numa charmosa vila, projetada por Flávio de Carvalho, nos Jardins.

Vai lá! “Na altura dos olhos”                                                                                 

d.concept, Al. Lorena, 1257, SP. Segunda à sexta das 14 às 19 horas e, aos sábados, das 15 às 18 horas.

 

Postado por Odara Carvalho

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26 de abril de 2008

Virada Cultural terá segurança “redobrada”

repique2008 às 3:35

“Esse ano a população vai vir em peso, provando que a Virada Cultural vale a pena.”

Hoje os paulistanos vão tomar as ruas.24 horas de festa, 800 apresentações, mais de 5 mil artistas distribuídos em 26 palcos diferentes. A Virada Cultural 2008 está digna de uma ‘Fête de la Musique’ parisiense. O Repique conversou com um dos organizadores da Virada Cultural 2008 para entender qual foi o propósito de uma edição tão recheada.

O tamanho da Virada Cultural esse ano está surpreendente, inclusive com atrações internacionais, como Cesaria Evora, por que?
A Virada Cultural vem com força toda porque no ano passado sentimos a necessidade de ampliar a festa, em termos cobrir uma área maior da cidade e de número de atrações também. Muita gente estava vindo e precisávamos atender todo mundo, abrimos inclusive espaço para atrações internacionais.

Você acha que o que ocorreu no ano passado no show dos Racionais prejudicou o evento?
A festa toda foi linda, mas tivemos esse problema isolado, não tivemos outras ocorrências. A imprensa só deu essa notícia e não contrabalançou com outros fatos postivos que conquistamos. O que aconteceu na Sé, (durante o show dos Racionais) foi grande, mas esse ano a população vai vir em peso e vai provar que isso não manchou a Virada Cultural.

E as providências para a segurança da população?
Reforçamos o esquema de segurança esse ano. Foi duplicado o contingente.

Sopra uma dica legal do que vai rolar de especial.
Bom, além dos grandes nomes, das grandes atrações, acho legal o palco de jazz instrumental, que vai rolar no Boulevard São João. Será um grande encontro de músicos, que se revezarão durante as 24hs de evento, sem parar, fazendo uma jam session, improvisando Jazz.

Segue abaixo sugestões do Repique:

Segue um cronograma hora a hora fictício, porque é impossível estar em dois lugares ao mesmo tempo. Mas se divirta tentando!

Pra começar bem, Cesária Évora as18h no Palco São João (ao lado da Praça Júlio de Mesquita).

Uma boa opção é ficar por ali mesmo para o show da Gal Costa às 21h,

Ou pode-se caminhar até Theatro Municipal para um especial Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos executando as músicas do clássico A Dança das Cabeças, de 1977. (21h). Obs. Os ingressos para o Municipal são distribuidos duas horas antes do ínicio de cada apresentação, são gratuitos e as filas costumam ser bem longas.

Na Praça Dom José Gaspar fica o Palco Piano na Praça e quem toca à meia-noite é o diretor de teatro Zé Celso Martinez Corrêa. Inusitado.

Se perca pelas ruas do centro, mas às 01h30 esteja a postos para ver Vanguart no Pateo do Colégio.

Cansou de tanto show? Porque tem sessão de cinema também. No Cine Sesc, na Augusta, tem pré-estréia do longa “Nossa vida não cabe num Opala” (2h).

3h da manhã, é hora de voltar para o Palco da São João para ouvir Os Mutantes.

Se jogue ao som de Clara Moreno no palco das Meninas (4h)

Depois parta para o Theatro Municipal para ver Pepeu Gomes interpretando canções do álbum Geração do Som, de 1978, (reveze com um amigo um lugar na fila e veja o sol nascer no centro de São Paulo).

A virada da noite para o dia.

A pedida agora é o Baile Chique (Parque D.Pedro) com Z’África Brasil (08h).

A 9h45 a banda Porcas Borboletas no Pateo do Colégio.

As 11h ouvidos abertos para Malu Magalhães, no Palco das Meninas.

12h, E tem Marcelo D2 no Palco São João.

Ta chegando perto do fim!

De volta para dançar com Orquestra Imperial (15h) no Palco São João

Tem também Lobão, às 16h no Palco Rock República

Ou encare a fila para assistir no Theatro Municipal Ana Bernardo, Carlinhos Vergueiro, Cláudia Moreno, Cristina Buarque, Germano Mathias e o próprio Paulo Vanzolini com o repertório do disco Onze Sambas e Uma Capoeira (1967) de Paulo Vanzolini (15h00).

As17h Afrika Bambaata e Zulu Nation Brasil no Baile Chique (Parque D.Pedro), imperdível.

Ou então perca e vá ouvir Fernanda Takai cantando músicas do repertório de Nara Leão no Palco das Meninas.

E fechando, com chave de ouro: Jorge Ben Jor no Palco São João (18h).

Ou quer conhecer coisas novas? Uma boa alternativa é Siba e Fuloresta no Pateo do Colégio. Boa despedida da virada!

Outras dicas:
Metro Area, às 21h na Pista da Quitanda
I: Cube, à 1h na Pista da Quitanda
O Palco Canja Rock Blues na Rua Barão de Itapetininga

Programação completa? Clica aqui.

Postado por Odara Carvalho e Paula Guedes

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25 de abril de 2008

PEÇAS - de Gertrude Stein, em cartaz em SP

repique2008 às 14:41

Gertrude Stein, em 1934, durante uma entrevista de rádio , profetizou a internet, mais precisamente os blogs: “Haverá um dia em que cada um e todos terão suas vidas escritas e acessadas por todos a cada segundo, todo mundo que já viveu ou vive verá certo dia em que haverá uma história ordenada de todo mundo, aos poucos cada um virá a um reconhecimento ordenado”.

“Peças” trata-se de um texto da artista e pensadora Gertrude Stein (que influenciou, entre outros, Marina Abramovic, Denise Stoklos, Robert Wilson e Hélio Oiticica), dirigido por Marcio Aurélio (premiado por “Pólvora e Poesia” / Shell e “Agreste” / APCA) e interpretado por Luis Päetow. É um monólogo e está em cartaz no Teatro Fábrica em São Paulo.

“Peças” não tem enredo nem personagem. Mas o teatro está presente o tempo todo. É uma não-peça de um não-teatro. E ao mesmo tempo um verdadeiro tratado sobre ele, o teatro.

O ator, tradutor e idealizador da montagem, Luis Päetow, conversou com o Repique: “Segundo Gertrude Stein o teatro nada mais é do que uma dilatação do tempo, um lugar onde a realidade se desfaz. Por mais que o ator esteja vivendo aquilo de verdade, ele está no palco, vira ficção.”

Estranho que esse texto tão importante para o teatro nunca tenha sido publicado em português.

Um dos pontos altos da montagem de "Peças", primeira montagem desse texto no Brasil, é o jeito que se utiliza o espaço cênico. Rompe-se a divisão palco-camarim: o Teatro Fábrica tem seus camarins ao fundo do palco, esse fundo passa a ser o cenário e a primeira parte da peça acontece lá atrás, criando uma ilusão de ótica. Em outra parte, Luis chega a subir nas varas de luz e fazer uma parte da peça lá de cima. Tudo para questionar e para falar do encantamento do teatro.

O Teatro Fábrica fica na Rua da Consolação,1623 ,tel. 3255-5922               Sexta e sábado 21h30, domingo 20h.

Mais informações sobre a montagem? Clica aqui.

 

Postado por Odara Carvalho

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Bonde do Rolê estréia nova formação nos EUA

repique2008 às 1:14


Paraíso no deserto
Vamos ver onde vai parar o bife desta vez. O grande destaque brasileiro no festival de Coachella, que começa hoje nos EUA será a estréia do ‘repaginado’ ex-trio-agora-quarteto Bonde do Rolê - com duas novas vocalistas.

Este é um dos maiores festivais de música pop do planeta – em pleno deserto da California. Vale a pena se derreter no calor acima de 30° para extravasar e lavar a alma durante os três dias em que rolam mais de 100 shows – entre o indie e o mainstream, o pop e o obscuro; do Hip Hop ao Rock, passando por todas as vertentes da ‘música eletrônica’. Cinco palcos, entre tendas e outdoors, tudo ao mesmo tempo agora. Algo como poder pular os carnavais de Salvador, Rio e Recife em um mesmo lugar.

O Coachella abre definitivamente a temporada de shows do ano no Hemisfério Norte – (e enterra de vez a nossa, no Hemisfério Sul; vai dizer que você nunca tinha reparado que nada acontece aqui entre junho e agosto quando de repente vem uma avalanche que encavala todas as atrações gringas em outubro?)



Buenas…

Entre os headliners (as atrações de peso) dessa edição, o Portishead, consagrando seu retorno depois de 10 anos sem produzir álbum ou show novos.
Trata-se de uma das bandas mais marcantes dos anos 90, com certeza vai levar o público ao delírio no primeiro acorde, na primeira entrada cavalgante de bateria e o vocal lento e sofrido de Beth Gibbons.

Aposte nesse set list para o show:
Silence
Hunter
Mysterons
The Rip
Glory Box
Numb
Magic Doors
Wandering Star
Machine Gun
Over
Sour Times
Only You
Nylon Smile
Cowboys
Threads
Roads
We Carry On

E entre outros tantos
Tem também a ressurreição do Prince, que foi escalado na última hora. Um nome como o dele apareceu em letras garrafais no line up agora em abril, há três semanas do evento – aposto que é ‘jogada de marketing’. Nada contra o papito, aliás, tudo a favor. Apesar do novo álbum não ter uma música boa, um show só de retrôs revivals dele, já deslocaria o quadril dessa que vos fala.
Tem, claro, umas desandadas, Jack Johnson, por exemplo, é a principal atração dessa sexta-feira, hummm…, se eu não soubesse quem era Architecture in Helsinki, Santogold, Goldfrapp, Aphex Twin, Spank Rock, iria a passeio ou já cabularia o primeiro dia. Na minha opinião, aquele showzinho devagar de luau… não empolga.

Bom, no sábado em compensação, grandes shows e ótimos lives e DJs sets: Kraftwerk, Death Cab for Cutie, Cafe Tacvba, M.I.A., Hot Chip, Calvin Harris, Boys Noize, Erol Alkan.

Pra sorte de quem não poderá conferir de corpo e alma o Coachella, nesse mesmo fim de semana tem em Sampa a grande Virada Cultural, que esse ano está ARREBENTADORA. Entre cá ou acolá, música para todos. Aproveitem, irmãos.

Postado por Paula Guedes

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