Mostra de Audiovisual do PE inicia sua 12ª edição

Começa hoje a “Mostra de Audiovisual do PE” - do “Pê-é”, assim mesmo, gaste o seu pernambuquês e junte-se a um dos melhores públicos de cinema do Brasil.
Em sua 12ª edição, o Festival vem crescendo em tamanho e prestígio. Já está entre os cinco mais importantes do Brasil. O Repique conversou com Sandra Bertini, uma das realizadoras da mostra para receber a energia boa que vai rolar entre os dias 28 de abril a 04 de maio.
Confira aqui:
Qual o ponto alto do Festival de Cinema do Pernambuco?
É o público. A gente faz cinema para o grande público ver – os mais variados: estudante, profisisonal liberal, dona de casa, todas as classes e todos os bairros, até os mais pobres. Em todas as sessões, das 18:30 até meia-noite e meia, são ocupados os 3.500 lugares do teatro onde exibimos os filmes.
O local inclusive não é de fácil acesso, mas mesmo assim, todo mundo comparece e lota as sessões. É a mostra com maior participação popular. O realizador fica muito emocionado. Muitos produtores fazem seus filmes para estrear aqui.
E qual o perfil dos filmes selecionados?
É um festival de caráter nacional, que discute cinema brasileiro. Também o ineditismo… Esse ano temos duas mostras paralelas só de filmes pernambucanos, de curtas e longas-metragens - tivemos onze longas inscritos. Todos são merecedores de ganhar o troféu Calunga de Ouro.
E qual a situação do cinema pernambucano?
É um cinema alto astral, feito com muita dificuldade, mas melhoramos muito as condições técnicas, de roteiro, equipe, graças às leis locais. Tivemos filmes premiados (em Cannes) como ‘Cinema, Aspirinas e Urubus’.
Aqui, a vontade de criar é muito forte. Estamos vivendo um período muito bom. Está sendo criado o primeiro curso de cinema na Universidade Federal, o que significa que em 2009 já teremos o primeiro vestibular para quem quiser estudar Cinema.
Qual o traço autoral do cinema pernambucano?
Bonito na tela e gostoso de ver! Não são filmes tão universais, são fundamentados em nossas questões locais – prostituição feminina, as mazelas do sertanejo, menor de rua. A gente se olha muito. E mostra isso através do cinema. O Brasil não é só São Paulo, Rio de Janeiro, Leblon e Avenida Paulista, é também o ‘Amarelo Manga’ da vida.
Postado por Paula Guedes
Foto: Thiago Veras
É isso aí. Dá muito orgulho ver as pessoas debaterem os filmes. A cidade fica muito viva, gira em torno do Cinema!
Comentário por marcela jovino — 28 de abril de 2008 @ 9:59