Terra Magazine

29 de abril de 2008

Brasileiros devem publicar graphic novel em 2009

repique2008 às 0:56

Está pra acontecer a realização de um projeto muito interessante.
Cinco duplas de um quadrinistas e um escritor, cada uma criará uma graphic novel (novela em quadrinhos).

As sinópses estão prontas, as duplas formadas, mas ainda não há data de lançamento, “Há editoras interessadas, sairá provavelmente no início de 2009”, disse Joca Reiners Terron, idealizador do projeto. “A princípio temos cinco duplas, mas esse número pode aumentar”.

As graphic novels correm um sério risco de virar longa metragem. A RT Features, produtora do projeto, é também produtora de cinema e pretende, futuramente, trazer as grafics para a tela.

Aproveitando que nesse projeto só tem gente talentosa e interessante, o Repique preparou um pequeno glossário e aproveita para falar das novidades de cada um deles:

Daniel Galera e Rafael Coutinho
Daniel (clica aqui) é de Porto Alegre, escritor, tradutor e dono da editora Livro do Mal, já teve um de seus livros adaptado para o cinema, Cão sem Dono, dirigido por Beto Brant. Daniel está finalizando seu novo romance, que teve seu pontapé inicial com a viagem feita para Bueno Aires pelo projeto Amores Expressos (clica aqui) . Recentemente traduziu a biografia de Hunter S. Thompson, Reino do Medo (Cia das Letras).

Rafael Coutinho é filho do cartunista Laerte. Já teve sua estréia no cinema, com a animação “Aquele Cara” (clica aqui pra assistir).
Clique aqui
no blog dele.

Daniel Pelizzari e Rafael Grampá
Daniel é autor, entre outros livros, de Ovelhas que voam se perdem no céu, que pode ser baixado livremente pela net clicando aqui. Esse livro já foi adaptado para o teatro pelo grupo Cemitério de Automóveis. Daniel fundou, junto com o Galera, a editora Livro do Mal, como forma de resistência para publicar suas próprias obras e de quem mais eles quiserem.

Grampá (clica aqui pra conhecer um pouco do trabalho dele) logo logo estréia no cinema também. Ele é o responsável pela animação do longa O Dobro de Cinco, baseado na obra de Lourenço Mutareli.

Índigo e André Kitagawa
Índigo é Ana Cristina Araújo Ayer de Oliveira. Blogueira, ela tem obsessão por gatos e postava todo dia aqui , agora ela posta aqui. Publicou, entre outros, Festa da mexerica, pela editora Hedra.

Kitagawa teve sua HQ Chapa Quente adaptada para o teatro pelo Grupo Cemitério de Automóveis. Inclusive o espetáculo foi convidado para se apresentar no Festival de Madrid e em mais duas outras cidades da Espanha. É do Kitagawa o cartaz e a animação de abertura do longa Nossa vida não cabe num Opala, que estréia em junho. Clica aqui pra conhecer um pouco do trabalho dele.

Emílio Fraia e D.W.
Emílio tem apenas 25 anos e já há alguns tantos escreve para revistas como Trip e Piauí (clica aqui para ler um de seus textos). Ele também edita a revista Givago. http://www.givago.com/ . E escreveu, junto com Vanessa Bárbara (isso mesmo, escrito a quatro mãos) Verão do Chibo, que será lançado ainda esse ano pela editora Alfaguara, segundo o blog de Marcelino Freire http://www.eraodito.blogspot.com/ .

D.W. tem 26 anos, é de Curitiba. Artista plástico e quadrinista. É dele parte dos desenhos projetados durante Grafics, premiada peça de teatro da Cia. Vigor Mortis (também de Curitiba que teve temporada concorrida em São Paulo).

Joca Reiners Terron e A.B.Ducci
Idealizador do projeto, Joca é de Cuiabá, foi para o Cairo, enviado pelo Amores Expressos, tem sua própria editora, a Ciência do Acidente, é tradutor e escreve poesias, romances e contos, alguns deles reunidos em Sonho Interrompido por Guilhotina (Casa da Palavra).

A.B. Ducci, é de Curitiba, foi responsável pela direção de arte do Festival de Cinema de Curitiba. Vale a pena uma visita na sua página (clica aqui).

Postado por Odara Carvalho

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5 Comentários »

  1. Que grande notícia! Pena que você não entende muito sobre o assunto, não respeita e nem se interessou em saber pelo jeito, pois, em vez de falar sobre o trabalho dos quadrinhistas, você só cita se já foram adaptados pro teatro ou cinema ou se já fizeram ou não cinema. Você não precisa citar isso pra dar prestígio ao trabalho desses artistas, pois Quadrinhos é uma mídia tão respeitada quanto teatro ou cinema. Não importa se as histórias que eles vão contar serão ou não adaptadas pra cinema. Quadrinhos não é uma desculpa pra se fazer cinema. Cinema é que bebe em quadrinhos e não ao contrário.

    Comentário por Bruno P. — 29 de abril de 2008 @ 14:30

  2. Percebi também. A coitada só quer saber de cinema!

    Comentário por Laura Cardia — 29 de abril de 2008 @ 14:46

  3. Odara,
    tenho entrado bastante…o blog ta super interessante!
    vc tem algum site com mais fotos suas?
    abraço,
    Ju

    Comentário por Juliana Galvão — 29 de abril de 2008 @ 15:20

  4. Oi Bruno.
    Não era o objetivo desse post falar do trabalho de cada um, nem uma biogafia deles. Muito menos diminuir a importância dos quadrinhos. Falei dos quadrinistas dentro de outras mídias. Coloquei os links para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho de cada um deles. Epero que vc entenda.
    Abs

    Odara

    Comentário por odara — 30 de abril de 2008 @ 12:15

  5. oi bruno, beleza? então, eu só queria dizer que eu achei um pouco infantil o seu comentario, achei que a matéria é muito interessante pois fala de um projeto muito legal, mas pelo visto vc se apegou no fato de ela não ter falado de quadrinhos mais a fundo e tal… mas o que eu não entendi foi o que vc disse sobre o cinema.
    o fato de ser adaptado pro cinema significa que uma história transcendeu seu formato original, é só um elogio, que influenciou pessoas de outro ramo, que trabalham em uma área similar mas em outro metiê. isso sem dúvida é sinal de que mais pessoas se interessaram pelo assunto.
    não diminui quadrinho nenhum, eu sou fã de quadrnhos e acho que quanto mais for disseminada a linguagem melhor!
    valeu?

    Comentário por wilbor — 30 de abril de 2008 @ 12:54

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