Grafiteiro expõe “Fim do Mundo” na Califórnia



O designer, ilustrador, grafiteiro e artista plástico, Stephan Doitschinoff, inaugura hoje a mostra ´Fim do Mundo’ - uma individual de quadros e uma instalação na galeria Anno Domini, em San Jose, perto de São Francisco na Califórinia.
Natural de São Paulo, Stephan não tem residência fixa desde 2004. Vive e trabalha entre São Paulo, Lençóis (na Bahia), Londres, Manchester, Madrid e Barcelona. O Repique, que admira muito suas obras, foi atrás de conversar com ele para saber mais. Confira aqui:
Repique: Conta sobre seu trabalho.
Stephan: Meu trabalho tem influência da arte sacra em geral. Arte Cristã, mas não só. O simbolismo budista, hinduísta, religiões afro-brasileiras me interessam também.
Cresci em uma família extremamente religiosa, meu pai era Pastor, eu praticamente cresci em uma igreja, estudei muito a Bíblia.
Mas abordo a religião de uma forma dual, com elementos de crítica – crítica aos dogmas e instituições. Me interessa muito como um estudo de mitologia, ícones, o simbolismo.
E como é essa nova série que você vai expor?
É minha primeira exposição solo no exterior. É uma série nova de quadros que eu pintei na Bahia, sobre o fim do mundo e a morte. Fui muito influenciado pelo lugar onde estava morando, Lençóis, pelas festas populares, pela Festa de Reis… - ainda que não seja explícito, está tudo lá.
Ótimo nome para uma galeria que vai sediar um trabalho como o seu.
Sim!, também fiz uma expo em LA – em uma galeria chamada ‘La luz de Jesus’.
Esses nomes são incríveis, considerando que se tratam de galerias de arte pop.
Tem vários. Não nessa linha, mas não menos interessantes: uma em Londres, em que já expus, e que eu gosto muito do nome também – a Stolenspace, e a própria Choque Cultural (SP) que acho o nome ótimo também… a Black Market (LA), Stay Gold (NYC), Space Gallery (Pittsburgh). Todas de bom gosto
Conta um pouco sobre sua vida nômade.
Vivi até poucos dias atrás na Bahia, aluguei uma cabana no alto do morro, no meio do mato, quis me excluir para poder pintar, e também visitar minha irmã que mora lá. Fui atrás de conhecer as pessoas e pintar as casas com técnicas medievais de pau a pique – (a técnica de pau a pique data de 1400).
E lá chegando, como foi sua experiência de vida?
Pintei uma capela, comecei a me envolver com a comunidade, pintei túmulos de cemitérios, encomendados pelas famílias, fiquei amigo do coveiro… Pessoas bem carentes mesmo começaram a vir me pedir para pintar suas casas. A única casa que pedi para pintar foi a primeira, depois disso fiz outras várias. Percebi uma carência de arte, cultura e atenção dessas comunidades e me envolvi.
Seu trabalho vai muito além de ser um grafiteiro.
As pessoas precisam de clichês. Faço arte nas ruas, murais, sou ilustrador – fiz o livro Palavra Cigana (ed. Cosac Naify) que até ganhou o Prêmio Jabuti em 2006 - é o que ficou mais conhecido.
Você acha que o grafitti no Brasil foi absorvido pelo stabilishment? Às vezes acho tudo tão decorativo. Acho que a arte das ruas já foi mais crítica.
Não concordo. Acho o mais bonito e o mais rico é que exista todos os caminhos – o mais plástico, o mais contestador, crítico – acho legal que exista tudo.
O artista - porque ele está pintando na rua - não quer dizer que ele seja um contestador. Isso é uma idéia pré-concebida. Não existir o conteúdo contestador também é uma evolução. Significa que o artista está mais livre - para ocupar o espaço público, respeitar o momento do seu trabalho e de exercer a liberdade.
Veja aqui outras de suas obras:

ETERNAL DRAHMA

VOX CLAMANTIS IN DESERTO

GLORIA MUNDIS
Postado por Paula Guedes
Nossa quando vi o link não dei muita atenção, mas mesmo assim cliquei para ver de que se tratava, achei o trabalho incrível e o titulo maravilhoso eu nunca fui uma grande admiradora de arte, mas está me chamou muito atenção desde o nome até as figuras extraordinárias. O que me deixa mais feliz é saber q tudo isso q todo esse talento vem de um brasileiro estou muito orgulhosa. Ficou maravilhoso mesmo. Boa sorte pra você em sua exposição.
Comentário por natany — 2 de maio de 2008 @ 13:49
Muito bom mesmo. Isto mostra que nem sempre grafitar é vandalismo como muitos vê por ai.
Comentário por Cristiane Almeida — 2 de maio de 2008 @ 13:55
…
conheço o trabalho do S.D…. acho tudo muito legal e tal… é visível a influência do medievo e da arte sacra em sua obra, como o próprio afirma…. mas, para além disso - além das exposições e da artê e tal - acho muito legal todos esses que pixam - ou “picham” - o muro com um simples e grandioso “C-Ú”… assim mesmo… com acento e tudo… se S.D. acha que não ter ideologia é estar libre, eu acredito que é preciso ter uma ideologia pessoal - “imexível” - para a peleja com a “indústria cultural”… sob pena de ficarmos, assim, como apontado pelo “repique”, em um mero movimento d-e-c-o-r-a-t-i-v-o… eu, particularmente, já cansei do grafitti… acho coisa monótona e d-e-c-o-r-a-t-i-v-a hoje em dia.
Comentário por roma — 2 de maio de 2008 @ 14:45
Legal o trabalho do cara… muito bom e acho que ele está certo, todos tem momentos e fases… muita coisa precisa ser dita, as vezes em forma de protesto outras de forma que toque fundo no íntimo das pessoas independente do assunto… quanto ao amigo ai de cima pode escrever CÚ no muro da casa da mãe dele com certeza vai ficar ótimo além de causar um grande impacto na “indústria cultural”.
Comentário por jorge — 2 de maio de 2008 @ 15:03
eai fera arrebento o trampo ta show parabens q vc continue assim iluminado
Comentário por neto — 2 de maio de 2008 @ 15:18
Putz !!! Esse artista é realmente mto foda, fez a arte do encarte do cd do Sepultura, Dante XXI, e ficou do kraio.
Parabéns S. D !!!
Comentário por Belkis — 2 de maio de 2008 @ 15:31
Bah velho, genial tua arte.
Comentário por Anonimo — 2 de maio de 2008 @ 15:46
Apavoro no grafitte, gostei que ele segue um estilo, com proprio personagem, e com esse aspecto de vitral de igreja modernizado… se ele tiver email, me manda no meu chd_whq@hotmail.com valew!
Comentário por Cesar Ghiotto - BRISTOL / UK — 2 de maio de 2008 @ 16:03
se voces comprarem o album dante XXI do sepultura verao q a arte grafica é muito semelhante……….talves seja o mesmo artista q tenha feito
Comentário por gabriel — 2 de maio de 2008 @ 16:49
se a arte urbana (Graffit) anda tão decorativa hoje em dia, o porque de vc vir a um post de arte urbana ler a entrevista, e comentar?
se é mais do mesmo porque cansou?
porque não produz algo inovador, ultrajante e novo?
porque a sua capacidade intelectualmente criativa se esgotou?
masturbe seu cérebro e aloje no vão man!
Comentário por Junior de Paiva — 2 de maio de 2008 @ 16:56
Inovador e com uma caracteristica muito particular expetacular se tiver contato favor me mandar no email adorei . aalepd@hotmail.com
Comentário por alexandre de toledo carvalho — 10 de maio de 2008 @ 9:42