CEP 20000 retorna hoje ao Teatro do Jockey no Rio

O CEP 20.000 retoma hoje suas atividades no Teatro do Jockey do Rio de Janeiro e se prepara para fazer 18 anos em agosto.
"O CEP é no mínimo, terapêutico"
Centro de Experimentação Poética e código postal do Rio de Janeiro, o CEP 20000 é um caldeirão onde se mistura música, poesia, teatro, dança, performances – é o evento referência na área de poesia falada e performatizada no Rio de Janeiro. “O CEP acaba valorizando a poesia falada pelo seu formato do show – performance”.
Realizado pelo poeta, letrista e editor Ricardo Chacal, o evento se prepara para agitar uma quarta geração de artistas. Muita gente interessante já passou por ali: Waly Salomão, Fausto Fawcett e Michel Melamed, entre outros lunáticos e performáticos seres de vinte e poucos anos que ainda se expressam através da palavra. “Devia ter apoio da Secretaria Municipal de Saúde”, diz o realizador.
Para quem não o conhece, a apresentação básica é sua história: Chacal foi um dos mais notórios representantes da “geração mimeógrafo”. Estreou, em 1971, aos vinte anos de idade com seu livro ‘Muito Prazer’ que teve apenas 100 exemplares mimeografados e distribuídos na noite carioca, de bar em bar, alterando todo o cenário da poesia brasileira, retomando o deboche e o lirismo ágil de Oswald de Andrade, atualizados com a cultura pop da época. Passou da poesia marginal para o teatro de besteirol e pelo rock brasileiro da década de 1980.
“O que não se fala de mim é a incansável luta diária com o verbo, desse acordo de tentar um pas de deux com a vida. Acho que a história da poesia falada no Rio se divide em antes e depois do CEP. O CEP fará 18 anos e ensinou muita gente a falar, a se comunicar, a se encontrar.”
Subversivo e inquieto, “o CEP é o irresponsável que deixa entreaberta a porta da imaginação nesses tempos de abulia e mercado, nessa cultura impregnada de big brothers”.
CEP 20.000
Hoje, 26 de maio , a partir das 20h - Entrada Franca
Rua Bartolomeu Mitre, 1110, Gávea – Leblon RJ
Grande Chacal, honra, glória e prazer da poesia.
Salve!
Comentário por Araújo — 26 de maio de 2008 @ 12:17