Ganhador do “Nobel de Arquitetura” faz museu no ES

Natural de Vitória, Espírito Santo, o arquiteto modernista Paulo Mendes da Rocha, reconhecido internacionalmente e premiado com um prêmio Pritzker em 2006 - o Nobel da Arquitetura, volta as suas origens e entrega o projeto de um museu para a Baía de Vitória.
O próprio Museu será uma obra de arte exposta
Serão dois grandes prédios suspensos, onde funcionarão o museu e um grande teatro, com capacidade para 1.500 pessoas e 50 metros de extensão, o que equivale ao tamanho de um navio que passa por ali’, disse Paulo Mendes da Rocha. Ao todo 20 mil metros quadrados de área construída.
‘O projeto foi construído para ser lindo. Simplesmente isso’
Nas palavras do arquiteto e ensaísta Guilherme Wisnik (exclusivo para o Repique): "O monumental confronto entre natureza e construção, neste lugar, sugere os edifícios suspensos no ar, com visuais livres e desimpedidos para a paisagem e o espetáculo dos trabalhos no mar, numa visão museológica que procura associar arte e ciência. No Teatro, o solo impróprio para construções abaixo do nível da água exige que se eleve os pisos de palco e platéia, de modo a se adotar os embasamentos e maquinários de apoio. A grande esplanada, entre a avenida e a muralha do cais, estará livre e destinada ao uso público: espetáculos, cafés, livrarias, exposições ao ar livre etc.
Com amplas aberturas para o chão da praça, o Museu terá uma luminosidade indireta, refletida. Sua orientação excepcional, permite que a circulação entre as áreas expositivas se faça pelo lado externo
sul do edifício, através de rampas cristalinas com visão para o mar, os navios e as montanhas de Vila Velha. Completa o conjunto, uma torre anexa com as instalações de técnicas e de apoio, como sanitários, oficinas, depósito de acervo, máquinas de climatização e reservatórios na cobertura."
Cravado na baía de Vitória, o novo museu ainda não tem acervo de obras para abrigar. A idéia foi começar pela criação de um espaço e aos poucos preenchê-lo. Já existe esforço do governo estadual e municipal, bem como iniciativa privada, de investir em obras e exposições para formar acervo de Arte Contemporânea.
o Estado ja possui, por doacao, parte do acrevo de dionisio del santo.
Comentário por jr — 24 de junho de 2008 @ 17:24