Produtor da Céu faz show hoje no Studio SP

Por Carol Ramos
Cedo, sentado e excelente: Beto Villares no Studio SP
Quem conseguir vencer o frio e ir para a rua na noite de hoje, que promete ser gelada, tem um motivo para não se arrepender: o produtor musical Beto Villares se apresenta no projeto Cedo e Sentado, no Studio SP.
Currículo recheado em brasilidades - Mais conhecido por seus trabalho com bandas como Pato Fu, Mestre Ambrósio e Zélia Duncan, Beto Villares é dono do selo Ambulante Discos – em parceria com o também produtor musical Antônio Pinto - e responsável, entre outras coisas não menos interessantes, pelo CD de estréia da cantora Céu, Villares tem uma vasta experiência em pesquisa da música brasileira e em trilhas para fimes e minisséries. É dele a direção musical do projeto Música do Brasil, de Hermano Vianna, que percorreu todo o território brasileiro entre 1998 e 1999 e rendeu um livro com três cds.
Beto também fez a trilha dos filmes ‘Cidade Baixa’ e ‘O Ano em que meus Pais saíram de férias, entre outras; e em 2003, ano em que fundou a Ambulante, lancou seu primeiro disco, ‘Excelentes Lugares Bonitos’.
Atualmente, além de estar em fase de produção do segundo disco de Céu, Beto está preparando seu próximo disco. Confira a entrevista que ele deu ao Repique:
O que você tem ouvido ultimamente?
Budos Band, que é muito divertido e bem feito, música jamaicana, dub sempre, coisas mais antigas, como Isley Brothers. Tem um disco deles só de covers de outros artistas, que é excelente. Também ouço Serge Gainsbourg e muitas outras coisas, sempre. Inclusive o que os amigos estão fazendo (Catatau, Instituto, Nação Zumbi).
Qual sua fonte de pesquisa? LastFm, Myspace, comprar discos, viajar?
Todas, o acaso, as pessoas que sempre trazem coisas que eu não conhecia, mas tem época que eu encano em algum compositor, tipo Baden Powell, ou Cartola, e aí, é revirar vinis e cds…
Quais são seus projetos em que você está envolvido agora?
O CD novo da Céu e o meu. Também estou gravando um trabalho de um cara de São Mateus, zona leste de São Paulo, que é muito legal, faz músicas muito boas, num clima meio melancólico com memórias dele.
Houve alguma trilha de filme que você ouviu recentemente e pensou "gostaria de ter feito isso"?
Recentemente não sei, mas tem as históricas, das antigas: "Paris Texas", todas do Bernard Hermann, Nino Rota, Danny Elfman, Curtis Mayfield. Das que eu gostaria de ter feito acho que qualquer uma do Ennio Morricone, daquelas de cowboy. Já valeria uma vida.
Qual sua formação?
Estudei violão clássico, harmonia, um pouco de piano e orquestração. Também tive a sorte de fazer o projeto Música do Brasil, com o antropólogo Hermano Vianna, onde aprendi muita coisa a respeito do nosso país.
Como você descreve seu som, que tem hip hop, bossa nova, tropicalismo…
Eu tento fazer algo simples, mas que sempre desperte interesse, pela força dos ritmos ou melodias, ou dos timbres. São combinações desses parâmetros, mas isso é só definição. A gente gosta de fazer SOM!
E por fim, como vai ser sua apresentação no Cedo e Sentado?
É a quarta formação de banda que faço, desde o lançamento do CD em 2003. Cada vez é diferente, agora serão dois percussionistas que sempre estiveram comigo, o Mestre Nico e Maurício Alves, o Érico Theobaldo (DJ Periférico) na bateria e programações ao vivo, e o Antonio Pinto, meu sócio na Ambulante, no baixo. Pra mim é um momento de fazer tudo diferente do que se faz no estúdio, sem o compromisso da gravação, mais solto e mais bagunçado.
Beto Villares no Cedo e Sentado
Studio SP - Rua Augusta, 591
Horário: 21hs
Grátis
eu vou!
Comentário por dora — 25 de junho de 2008 @ 16:22
depois me conta!!!
Comentário por augusto — 26 de junho de 2008 @ 14:42