Festival de BH terá Gorillaz dia 15 de novembro



Começa hoje em Belo Horizonte o Eletronika – o Festival de Novas Tendências Musicais, que esse ano, em sua 7ª edição, tem como tema o Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. O Repique conversou com um de seus idealizadores, Aluizer Malab, que falou sobre a programação e os bastidores de agitos que vão esquentar a cidade até domingo, dia 31, e anunciou uma surpresa: Gorillaz no Brasil esse ano, com data confirmada em Belo Horizonte no dia 15 de novembro. A banda virtual pop e conceito, de rock e hip hop, vem para cá finalmente.
Aluizer, pela programação esse ano o Eletronika está bem menos eletrônico, não?
Nessa edição estamos dando menos ênfase à pista e mais ênfase ao formato palco e banda, em função da própria tendência - todo mundo está fazendo mais live - e os brasileiros também estão mais nessa linha.
De qualquer forma, o nome Eletronika foi pensado em 1997 - quando idealizamos o festival para lançá-lo em 99 - que apontasse novas tendências musicais. Ele nunca teve essa bandeira de ser só música eletrônica apesar de ter sido o primeiro a aparecer com a figura do DJ – que nem era aceito, e que passou a ter vez como músico - o Skol Beats é de 2000. De lá pra cá, teve um boom da cena eletrônica, rompeu-se uma barreira para introduzir o DJ, as pick ups e toda a experimentação que veio derivada disso.
E por que o tema Japão, vai além do Centenário?
É só um mote, porque queríamos essa riqueza pop tecnológica. Já tinha vontade de trazer alguns artistas de lá - já trouxemos atrações da Europa de tudo quanto é canto, dos Estados Unidos e nunca tinha vindo ninguém do Japão. Era hora de apostar nisso.
Fizemos um desenho na programação com a grande maioria de artistas japoneses ou descendentes de - tem o Ganjaman, Maurício Takara, Curumin, Fernanda Takai, a banda de Nova York Asobi Seksu, e a vocalista do Pizzicatto Five, Maki Nomiya. E mais uma programação ampla: uma mostra audiovisual com 150 filmes com o recorte Japão / Amazônia / Minas Gerais; uma Mangateca (uma mostra de mangás), e debates sobre Anime e cultura japonesa.
É uma via demão dupla - os artistas daqui também estão indo para lá. Semana que vem, no dia primeiro vou com o Pato Fu e a Fernanda Takai – fazendo show solo em separado também para shows em quatro cidades. Acabou pintando essa oportunidade.
E a idéia de trazer a Maki Nomiya do Pizzicato Five?
O Pizzicato acabou, né, daí nos pareceu evidente trazer a vocalista que é uma figura que o público assimilaria mais. Ela vai fazer uma participação no show da Fernanda Takai. Vai cantar ‘O Barquinho’ em japonês. Ela faz também uma participação solo, canta músicas do Pizzicato Five.
Engraçado que uma banda nunca foi referência da outra, (Pato Fu e Pizzicato) mas acabou que têm semelhanças entre si e elas tiveram bastante entrosamento.
Ela chegou na segunda-feira e está adorando. Ela é muito ligada em moda e design, quer ver tudo. Badalou com o Ronaldo Fraga, vai discotecar essa noite aqui no Velvet, fazer um after, com microfone aberto… Vai encontrar o Alexandre Herchcovitch em São Paulo no sábado.
E a cena em aí em BH, como anda?
Na parte de festivais, o Eletronika é referência no gênero. O público tem muito carinho e é muito generoso. Outra coisa boa é o Creamfields - que nesse ano só vai ter aqui em Belo Horizonte – o que demonstra o crescimento, a demanda de uma cena ativa.
Opa, e como vai ser o Creamfields aí?
Vai ser um festival mega para 25mil pessoas, com três tendas – uma de House, outra PSY e um palco de novas tendências. Dia 15 de novembro com show do Gorillaz.
Eletronika, Festival de Novas Tendências Musicais
Para programação completa, acesse www.festivaleletronika.com.br