Terra Magazine

25 de setembro de 2008

Clarah Averbuck, polêmica por natureza

repique2008 às 9:19


(foto Edson Kumasaka)

Clarah Averbuck não cabe em si
Não deve ser fácil ser escritora. Escritora, jovem, no Brasil. Que exponha entranhas, e que exponha as garras de seu eu lírico.
Depois de ter sua obra adaptada para o cinema, Clarah Averbuck, gaúcha, 29 anos, lança o livro Nossa Senhora da Pequena Morte, em parceria com a ilustradora Eva Uviedo, com a tiragem intimista de 200 exemplares. E ainda tem seu livro, Vida de Gato, traduzido para o inglês, a ser lançado na Inglaterra, agora em outubro.
O Repique conversa com a escritora nesse momento acontecente. Reativa e provocativa.

Como aconteceu de Vida de Gato ser lançado no exterior?
O Vida de Gato é o meu terceiro livro. Publiquei um capítulo na revista 3AM e a editora Creation Books se interessou. Basicamente é isso.

Bela responsa estar entre escritores ingleses, você gostaria de comparar a literatura ‘jovem escritores ingleses’ X jovens escritores brasileiros?
Nah.

Não te parece ótimo estar entre eles?
Eu acho ótimo ser lançada num lugar onde as pessoas não ficam julgando os escritores por onde eles começaram a publicar ou por quantas tatuagens eles têm ou quanto eles bebem. Não desdenho nada, só não tenho o hábito e nem muita vontade de ficar dissertando sobre essas coisas.

Right. Você se considera uma autora maldita? Referem-se a você como uma ‘escritora de atitude punk’.
Acho uma bobagem esse negócio de maldito. Atitude punk é uma coisa meio antiga também. Eu só faço as coisas que eu acredito do jeito que eu acho que devem ser feitas, não acho que exista maldição e nem punkismo nenhum nisso. Se pra isso precisar atrasar as contas todo mês, tudo bem.

Você se acha mal compreendida pelos críticos?
Alguns entendem, outros não entendem, outros não gostam mesmo, outros amam. Crítico pra mim é só um cara com uma opinião. Isso não me afeta.

Como você define seu estilo literário?
Jazz/Blues/Rock.

O sucesso te seduz? Ter mais leitores, entrar no sistema… Ou bancar a vida indie vale mais a pena?
Me interessa ganhar na Mega-Sena. Não me interessa ter mais leitores porque ninguém nunca entende nada - aqui no Brasil todo mundo tem muita pressa de julgar e rotular tudo sem nem conhecer. Eu quero ganhar dinheiro suficiente pra bancar a minha vida com coisas que não afetem a minha integridade. Se não for do meu jeito eu não faço - meu jeito pode até ser negociável, mas se eu me sentir ferida, não vou fazer. Uma coisa boa, por exemplo, foi ser selecionada no Petrobras Cultural e ganhar pra escrever um livro. Isso sim é vida.

Como é sua relação com o filme ‘Nome Próprio’ (adaptação de Murilo Salles, dos livros Máquina de Pinball e Vida de Gato, com Leandra Leal)? Você tem apego à personagem principal? Gostou da forma como foi retratada?
Não tenho apego nenhum. Eu não sou a minha personagem. A minha personagem é o meu excesso e criação. O filme é uma adaptação do diretor. A diferença entre as Camilas é que a do filme é desprovida de senso de humor. O filme foi feito por uma pessoa de outra geração, que é mais adepta do discurso do que da ação e não sacou algumas coisas. Mas é assim mesmo, é uma adaptação - quem vende os direitos está sujeito a isso. Acho a atuação da Leandra primorosa e gosto do filme enquanto filme, à parte da minha obra. Não tenho apego nenhum com o filme porque sempre tive claro que ele não era meu. Se tem dez frases minhas lá, é muito.

Pelo que vi você procurou descolar o tempo todo a sua obra do filme, por que você fez questão de participar do lançamento e levantar a bandeira do filme?
O filme foi feito com baixo orçamento e a divulgação foi toda feita pela internet. Nisso eu tentei ajudar. Como disse, gosto do filme enquanto obra à parte da minha. Concordando ou não com a adaptação, há um fato: o filme foi baseado em obras minhas - ainda que o produto final tenha pouco a ver - e todo mundo ia ficar relacionando a mim e aos meus escritos, naquela confusão que adoram fazer com autor e personagem. Me mantive presente porque queria deixar claro que o filme não era "o meu" filme, tampouco a história da minha vida ou de como eu comecei a escrever, que aqueles textos que aparecem na tela não são meus e que os livros eram diferentes do filme.

Você teve atritos com o Murilo Salles?
Eu não tive atritos com o Murilo porque ficou sempre muito claro que ele faria algo distante dos livros, portanto ele deveria estar pronto para que eu expusesse minha opinião sobre a obra dele.

Voltando aos livros, o ‘Nossa Senhora da Pequena Morte’ (ed. do Bispo) é bem intimista, não? Inclusive pela tiragem…
São apenas 200 exemplares. Sem reedição, numerados e assinados. Livro de artista, como define a Pinky Wainer, a bispa herself ( a Publisher da editora do Bispo).
Não queria ser uma dessas autoras que publica em linha de produção. Nada de digital. Eu quero que o mundo volte a ser analógico.
Foi o livro mais complicado da minha vida. Nunca nada demorou tanto. Mas ficou incrível. Eu e a Eva viramos noites e noites pra fazê-lo. Tudo à mão, nada de computador. Teve momentos que um vidro de nanquim virou em cima de alguns originais ou eu batendo à máquina e errando na última linha, e chorando. Isso porque nem vou entrar no mérito de escrever os textos de fato. Estamos falando apenas de passar a sujo.

Por fim: quais são os escritores contemporâneos que você tem como referência?
António Lobo Antunes que é o único cara que está vivo no momento. Amigo conta também, né? Tem o Xico Sá e o Mário Bortolotto, além do Daniel Pellizzari, que é um gênio, e o Danislau também, um poeta de Uberlândia. Dos mortos recentemente, gosto do João Antônio e do Leminski.

Quem você lê?
Tenho lido Carmen da Silva.

E quem você admira?
Jesus Cristo. Mentira.

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62 Comentários »

  1. Se tu fores chata e falastrona na cama igualzinho como o és enquanto dás entrevista, ô guria, tá explicada a razão de tanto blasè: mal comida, mal amada e mal quista!
    mas o FILME é excelente!

    Comentário por Zé Bob — 25 de setembro de 2008 @ 12:12

  2. Esta um pouco velha para essa rebeldia toda, mas enfim, tem pessoas que não cresce, talvez um trauma de infância ou algo do genero, seria bom levar em um psicologo e fazer uma avaliação.

    Comentário por Renato Correa — 25 de setembro de 2008 @ 12:13

  3. Esta um pouco velha para essa rebeldia toda, mas enfim, tem pessoas que não cresce, talvez um trauma de infância ou algo do genero, seria bom levar em um psicologo e fazer uma avaliação.

    Comentário por Renato Correa — 25 de setembro de 2008 @ 12:13

  4. Sem comentários.
    O papai sustenta e ela faz o tipinho: Tô nem aí e não me entrego ao sistema! Gente assim enche o saco…
    Dizem: Odeio a sociedade, mas recebem mesada e pedem aumento. Falsa hippie…

    Comentário por Rodrigo — 25 de setembro de 2008 @ 12:15

  5. Gostei da entrevista, mas cuidado para não tropeçar no ego. Quem escreve é porque quer dizer algo. Sem esta de “ninguém entende”…quando o autor precisa explicar a obra ao público é porque um dos dois é burro.

    Comentário por Walter Kauffmann Neto — 25 de setembro de 2008 @ 12:17

  6. Só falta aprender a escrever, porque isso ela faz muito mal. Continua valendo a máxima de que livros ruins (como os dela) podem virar bons filmes.

    Comentário por Césio Silva — 25 de setembro de 2008 @ 12:17

  7. gostei da reportágem, apesar da autora não ter gostado muito, o que tornou a entrevista melhor do que nunca.

    E pra finalizar, nada melhor do que uma sátira religiosa…

    Comentário por Fabricio — 25 de setembro de 2008 @ 12:17

  8. Ela é a famosa punk de boutique….;)

    Comentário por Marcos E. M. Oliveira — 25 de setembro de 2008 @ 12:24

  9. Egocentrica e atéia…
    Não passa de uma ridícula qualquer

    Comentário por wesley — 25 de setembro de 2008 @ 12:26

  10. Quer que o mundo volte a ser analógico? ahahah… pois me pareceu justo que o nanquim que caísse em seus originais… teve mais trabalho a toa, pra fazer pose… bem ridícula essa atitudezinha rebelde sem causa “contra-o-sistema”… antiga!

    Comentário por Pedro — 25 de setembro de 2008 @ 12:27

  11. O filme é um saco, assim como ela.
    Porém, como ela faz questão de ressaltar, o filme ( uma mina que vive a base de nicotina e anfetamina…etc) não é uma história da vida dela e isso não a torna mais nem menos interessante, que fique bem claro.
    Valeu pela ousadia e pela (in)personalidade.
    De mais, mafungos.

    Comentário por Daniel Souza — 25 de setembro de 2008 @ 12:28

  12. Aí o que fazer como jovem estrelismo?
    Ah por favor, está achando que seu livro é tão complexo quanto uma obra Machadiana?
    Tem que comer muitaaa sopa de letrinha pra se tornar uma escrita dificil de ser lida porque por enquanto vc é apenas mal digerida.

    Comentário por Joyce Werly — 25 de setembro de 2008 @ 12:31

  13. O filme é bom pq não tem nada a ver com o livro.
    Clara Overbook.Guardar bem o nome para NÂO comprar nenhum livro dessa chata, né Zé Bob.
    Aliás eu não sabia que se vendiam direitos de livro para NÂO servir de base para algum filme. Coitado do Murilo Salles.
    Ela vai ficar rica e famosa sem nem querer, vendendo 200 livros artesanais no pais da falta de cultura galopante.

    Comentário por iva — 25 de setembro de 2008 @ 12:33

  14. Coitada… se quer ser lida por poucas pessoas, então empresta os manuscritos pros amigos, não precisa publicar e ficar aí desdenhando mesmo da sociedade… traumatizada parece ser mesmo, e no final das contas, esse é o seu joguinho pra aparecer mais… não vi o filme, não conheço seus livros, nunca ouvi o seu nome… e agora então, não tenho a mínima vontade de conhecer… por mim permaneceria no anonimato… vai jogar na mega-sena então!

    Comentário por Letícia — 25 de setembro de 2008 @ 12:38

  15. AH! ESTA ESCRITORA QUER QUE TUDO VOLTE A SER ANALÓGICO?
    POR QUE ENTÃO, ELA NÃO ENCAMINHA ESTA PROPOSTA AO BILL GATES?

    Comentário por jacob sodenberg — 25 de setembro de 2008 @ 12:40

  16. Não sei se é verdade, mas dizem que ela é estrelíssima… se acha demais. Mas pode ser que seja mentira…

    Comentário por Iuri — 25 de setembro de 2008 @ 12:41

  17. Bom, como ela mesmo disse no auge de seu EGO pra que servem os criticos. Ai vai então, continua assim rebeldinha… cuidado para não cair no esquecimento ou melhor nunca saiu dai, ser culto para entender um livro não quer dizer ser rico, fique com suas 200 copias de bosta do seu livrinho, concerteza esse livretim é mais uma dessas obras que não vale a pena nem gastar um minuto para ler.

    Ah, ia esquecendo PARABENS por sua critica a internet e ao computadores, em pouco tempo o seu livro vai para no museu como sua maquina de escrever.

    Comentário por João C. — 25 de setembro de 2008 @ 12:43

  18. Millôr já dizia que quando o leitor não entende o que o escritor escreve, um dos dois é burro. Já não há saco para tanto egocentrismo-pseudo-modesto. Vou seguir o conselho da própria e não vou ler nada do que ela escreva.

    Comentário por PauloStenzel — 25 de setembro de 2008 @ 12:48

  19. “Não a li e não gostei”

    Comentário por Edson — 25 de setembro de 2008 @ 12:48

  20. MARKETING PURO…

    É A MANEIRA MAIS FÁCIL DE SAIR NA MIDIA…

    Comentário por LUIS MEIRELES — 25 de setembro de 2008 @ 12:52

  21. Sem comentários, como essa tal ai mesmo disse, sou apenas um critico, mas essas babozeiras nem critica merece, só queria que ela crescesse um pouco, pq fala muita bobagem, ainda bem que naum li nenhum livro dela e o filme entaum, só um idiota produz um filme baseado num livro desses….

    Comentário por Camufufu — 25 de setembro de 2008 @ 12:52

  22. Vou definir essa pessoa em uma palavra.
    Estúpida!!!
    Acha que porque se diz “escritora” pode julgar o intelecto das outras pessoas. Agora, quem se coloca em uma posição para ser julgada é você mesma, pois, se seu trabalho é esse. E o nosso é realmente avaliar tanto seu trabalho. Devia ela sim, escrever quadrinhos infantis, pois somente assim nos leitores bestializados poderíamos entender o a senhorita quer dizer.
    Outra coisa é que todo o seu conhecimento se baseia no passado e o fato de você se julgar mais inteligente que os demais se deve, exatamente pela própria tecnologia que você mesmo condena.
    Lembre-se o que move os Homens é meramente a nossa curiosidade.
    Espero que você encontre seu caminho e seja mais humilde ou poderá ter o mesmo destino de uma Ex-cantora, ex-famosa que publicamente rasgou a foto de João Paulo II.
    Mais humildade mesmo, menina mimada, ta achando que um filminho vai fazer de você uma super. Lembre-se de que ocupa as cadeiras na Academia de Letras e vc não esta lá com certeza e acredito-me que nem vá estar.
    Boa sorte.
    Cresce e aparece menina.

    Comentário por Wilson Rocha — 25 de setembro de 2008 @ 12:54

  23. Eu é que não entendi essa de “ninguém entende nada”. Gosto de algumas coisas que li da autora.
    Acho que ela tem uma linguagem bacana, que flui bem, contemporânea.
    E não sei também pra quê essa pose toda, essa força que ela faz pra ser estúpida desnecessariamente, esse ego desproporcional ao conteúdo. Clarah é uma boa escritora e isso já deveria bastar pra ela. Talvez se ela tivesse nascido em Londres não precisasse desse estrelismo todo para se fazer notada.

    Comentário por gustavo cesari — 25 de setembro de 2008 @ 12:55

  24. Numa boa ? Esse papo-clichê, esse blazê em excesso…
    Freud explicou tudinho, né ?

    Os intelectualóides, e outros seres bizonhos, continuam sendo pragas da nossa cultura. E no Brasil, eles se multiplicam como Goonies.

    Este discursco da escritora é válido até uns 20 e poucos anos. Depois fica chato.

    Ela é, na literatura, um reedição de Cazuza: o revoltadinho filhinho de papai que viveu a vida toda nos seios da Burguesia. Pra depois dizer que ela fede.

    VIVAS AS PESSOAS DE BEM !
    VIVA OS BEM-RESOLVIDOS !
    DE ZÉ RUELA, BASTA A MAIORIA DA ABL !

    Comentário por LUIZ — 25 de setembro de 2008 @ 12:55

  25. Não vi o filme e nem li o livro, mas com certeza procurarei algo dessa escritora (será que ela gosta de ser chamada assim ?). Vai ser desbocada e malagradecida longe de mim, mas quero ler teus livros. Gosto disso, apesar de ser difícil de acreditar…porque escreves ? Imaginação ativa ? então não publica, mas já que publicou, assuma. Se tu fores taõ interessante quanto me pareceu chata, deves ser ótima. E eu admiro Jesus Cristo, sua…

    Comentário por Jair Machado Rodrigues — 25 de setembro de 2008 @ 12:58

  26. Não vi o filme e nem li o livro, mas com certeza procurarei algo dessa escritora (será que ela gosta de ser chamada assim ?). Vai ser desbocada e malagradecida longe de mim, mas quero ler teus livros. Gosto disso, apesar de ser difícil de acreditar…porque escreves ? Imaginação ativa ? então não publica, mas já que publicou, assuma. Se tu fores taõ interessante quanto me pareceu chata, deves ser ótima. E eu admiro Jesus Cristo, sua…

    Comentário por Jair Machado Rodrigues — 25 de setembro de 2008 @ 12:58

  27. Ou é falta de homem, ou é falta de cana, ou é falta de psicotrópicos. A falta de homem, posso resolver. A de cana também. Já a dos psicotrópicos, damos um jeito.

    Enquanto ela acha que é culta, eu acho que nasci ontem. Preciso enviar uns contos pra ela.

    Comentário por Italo Costa — 25 de setembro de 2008 @ 12:58

  28. Clarah
    Sei que não interessa o que eu vou dizer, e é por isso mesmo que eu vou dizer: Esqueci. O lance é o seguinte: Você é o máximo ( ou o mínimo se preferir o ínfimo como medida de desgrandeza). Só por conseguir mobilizar esses egos atrapalhados aí em cima com um desdiscurso perfeito, você já mereceria todos os prêmios literários e todas as bolsas milionárias ou merrecárias disponíveis no sistema. O mundo tinha que voltar a ser analógico pra sujeira do nosso pensamento ficar impresso nas bordas gordurosas de cada folha. Querem lhe colocar nas prateleiras de estilo, como se escrever fosse desumano!
    Cobram coerência !!!
    É… Valeu!

    Comentário por MAURO AGUIAR — 25 de setembro de 2008 @ 12:58

  29. Ela pode ser até estrelíssima e malala. Mas isso não justifica a impressionante a quantida de comentários imbecis.
    O papai sustenta? como é que você sabe?
    E qual e´o problema da pessoa ser atéia? Aiás, desde quando a crença religiosa passou a ser compulsória?
    A entrevista ficou muito boa. Parabéns ao entrevistador.

    Comentário por Pablo — 25 de setembro de 2008 @ 13:00

  30. Como falaram, esta muito velha para ter uma atitude desse tipo.

    “Dizem: Odeio a sociedade, mas recebem mesada e pedem aumento. Falsa hippie…”
    Falou tudo…

    Alem que, pessoas assim, lamento.. .Caem no esquecimento rapidamente! Tenho dó de pessoas assim, porque quando realmente reparam que erraram, é tarde demais.

    Comentário por Felipe — 25 de setembro de 2008 @ 13:00

  31. Como falaram, esta muito velha para ter uma atitude desse tipo.

    “Dizem: Odeio a sociedade, mas recebem mesada e pedem aumento. Falsa hippie…”
    Falou tudo…

    Alem que, pessoas assim, lamento.. .Caem no esquecimento rapidamente! Tenho dó de pessoas assim, porque quando realmente reparam que erraram, é tarde demais.

    Comentário por Felipe — 25 de setembro de 2008 @ 13:00

  32. Clarah Averbuck, como ficou conhecida, sempre odiou a escola. Parou de estudar no segundo grau, tentou o supletivo mais tarde, desistindo em seguida. Retomou o supletivo apenas porque quis entrar na faculdade. Tentou estudar Letras e Jornalismo na PUC-RS, mas não passou de um semestre em ambos os cursos.

    Começou sua trajetória literária publicando os seus textos na Internet. Em junho de 1998 escreveu pela primeira vez para a Não-til, a revista digital da Casa de Cinema de Porto Alegre. Um ano depois, se tornou uma das colunistas do CardosOnline, que durou até 2001 e revelou escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari.

    AI VAI, NAO GOSTA DE INTERNET MAS COMEÇOU A VIDA NA INTERNET, NAO GOSTA DE ESTUDAR, POIS SE SENTE SUPERIO, NUNCA FOI A ESCOLA.
    O SUA IDIOTA, VOU TE DAR UMAS CONTAS DE MATEMATICA PRA FAZER OU UM LIVRO DE FISICA SUA BURRA.
    GRANDE MERDA VC SABE ESCREVER E NAO SABE NEM CONTAR O EXTRATO BANCARIO.

    Comentário por João C. — 25 de setembro de 2008 @ 13:03

  33. Que absurdo pessoal! O pior é que eu já sabia que viriam com essa historinha ridícula e machista sobre falta de sexo. Isso é que é falta de criatividade quando se quer ofender uma mulher!
    Infelizmente, como todo mundo pensa igual mesmo, só me resta a alternativa de dar apoio à escritora, que pelo menos é autêntica…

    Comentário por Esteban — 25 de setembro de 2008 @ 13:03

  34. Sinceramente nao consegui ler toda a entrevista. Não tive SACO pra ver uma guria que se acha intelectual querer dar uma de mal compreendida e esnobando o excelente trabalho da entrevistadora.
    Essa foi a primeira vez que ouvi falar dela e espero também que seja a ultima, pois nosso pais merece que o respeitemos, merece nossa ajuda para difundir a cultura, agora vem uma “Pós Aborrecente” dizer que ninguém entende então ela vai lançar o “livreco” dela pro clube dos mal amados e tudo blz.
    Se ela quer que tudo volte a ser analógico pq ela não vai morar no campo, na floresta, ou ainda sim a punk de butique como ja foi citada, gosta de curtir as cidades “hi tech”?
    sinceramente, muita besteira pra alguem q poderia contribuir bem mais com a sociedade se ela tivesse algo de bom pra fazer…
    (aproposito… pra escrever um livro na mão e na maquina de escrever ela deve ter muito tempo ocioso… sera q ela nao penso em ir alfabetizar alguem pra ver se ela consegue que alguem a entenda??)

    Comentário por Igor Foggiatto — 25 de setembro de 2008 @ 13:05

  35. Valorizo nas pessoas a humildade,detesto com amor as pessoas que auto se devalorizam para receber o foco da midia, esta, é quem te coloca no alto e ao mesmo tempo no mais do profundo do abismo.Eu creio em um Deus vivo.

    Comentário por EMANOEL — 25 de setembro de 2008 @ 13:09

  36. Se acha…hehehe, ridícula ficar fazendo o tipo desencanada

    Comentário por Robson — 25 de setembro de 2008 @ 13:09

  37. Vejo que os que comentam são bastante exaltados. Alguns, totalmente alucinados. Enfim, tudo muito desnecessário.
    Concordo com a autora, ninguém entende nada no país. Dou aula num cursinho comunitário, pra gente totalmente abandonada pelo Estado; e dou aulas particulares pra filhos da classe dominante. Estão quase no mesmo pé. Não lêem, não conhecem nada. Educação está assim, um lixo. E nossa “elite intelectual”? Não temos mais Mario de Andrade, Carlos Drummond, isso é museu. Temos uns velhos, uns resistentes, e um bando de afetados.

    Comentário por Laion — 25 de setembro de 2008 @ 13:09

  38. Engraçado, vi todo mundo aqui detonando a garota. Realmente não vi nada de blasé. Sou professor e meus alunos não conseguem interpretar histórias em quadrinho.

    Ela simplesmente não quis glamourizar o que faz, e disse que entrar no “sistema” depende se a proposta vai de encontro com o que entende como minimamente razoável para sua consciência.

    Filha de papai, polêmica, arrogante?!?! Sinceramente não li nada disso. Acho que vocês estão acostumados com as perguntas padrão e as respostas padrão. Ou eu não sei ler mais.

    Dica: leiam o livro, vejam o filme e depois comparem. Se o livro for bom, digam que é bom. Se for uma merda digam que é uma merda e ponto.

    Não tô nem se ela é filha rica de São Paulo ou do Rio de Janeiro. O que existe é obra ruim ou boa, e o contexto e sujeitos em que a mesma é apresentada.

    Besos.

    Comentário por Vinícius Silva — 25 de setembro de 2008 @ 13:14

  39. A pessoa pode até ser atéia, mas então que não deboche de nenhum líder religioso.
    Dizer admirar Jesus Cristo e em seguida dizer “Mentira” mastra que quer aparecer, pois se fosse simplesmente atéia, não mencionaria nada.

    Comentário por Robson — 25 de setembro de 2008 @ 13:14

  40. Exato, a famosa patricinha mimada rebeldinha, punk de boutique. Já comi várias assim, tudo igual! Escreve suas merdas aí pq de qquer maneira não vou ler. Tens q ser humilde garota, vc não é nada! Talvez suas idéia sirvam pra MTV ou algo estúpido do tipo.
    Mundo analógico novamente??!!! Perdeu mané, é tudo digital, prático, ágil, eficiente.
    Como se diz em uma canção do humilde e eterno Bob Marley: “… Wake up and live, wake up and live…”

    Comentário por Denis — 25 de setembro de 2008 @ 13:16

  41. Agora me pergunto, essa é a famosa quem? Quem é ela na noite para ficar se achando desse jeito?
    Acorda fia…

    Comentário por Morenna — 25 de setembro de 2008 @ 13:17

  42. Autenticidade?
    E qual a necessidade de tanta agressividade no discurso?
    SEmpre ouvi falar muito bem dessa autora, que era promissora, que valia a pena procurar pela obra dela e coisa e tal…
    Mas confesso que depois dessa entrevista peguei um certo “nojinho”. Péssima atitude.
    Vou me sentir estúpida de comprar qq coisa dessa criatura.

    Comentário por Nina — 25 de setembro de 2008 @ 13:17

  43. Olha, depois de ler essa entrevista ficou muito claro que a autora é o tipo de pessoa que eu honestamente desprezo.
    Para alguém que vive de escrever, a falta de “insight” dela é sensacional!

    Comentário por Conrado — 25 de setembro de 2008 @ 13:18

  44. Logo logo a escritora revoltada de boutique vai ser convidada para um programa na Globo News. Sabe como é, a linha de produção tem que estar atenta para substituir a Fernanda Young.

    Comentário por eduardo — 25 de setembro de 2008 @ 13:21

  45. Os professores do nosso pais nececitam com urgência de uma reciclagem, pois viajo, tanto em Brasilia como no sul e Nordeste, não vejo orgulho em ser professor,muito pelo contrario.

    Comentário por EMANOEL — 25 de setembro de 2008 @ 13:26

  46. Clarah:
    Parabéns pela sua coragem, pela sua autenticidade! Voce tem toda a razão. Escreva éstórias de sacanagem, traição etc. e voce vai ver a diferença. Infelizmente é a realidade de nosso povo. Seriedade nnão dá IBOPE. Mas, pode mudar de repente!

    Comentário por Ayrton — 25 de setembro de 2008 @ 13:28

  47. Muito boa a entrevista. Instigante. Mas não acredito que a nossa Clara Abravanel resistiria a um convite da Record para escrever novelas, por exemplo. A escritora me faz lembrar roqueiro da cena independente que faz de tudo para ser contratado por uma gravadora e cujo grande sonho é um dia arrebentar no Domingão do Faustão. Ess coisa de ficar tricotando livro, defendendo o limite do analógico… Não acredito em nada do que ela disse. Quem eu amis admiro. Claro que é a Clara Abravanel. Mentira.

    Comentário por Altino Machado — 25 de setembro de 2008 @ 13:33

  48. Lendo os comentários acima não entendo porque tantas pessoas se sentiram ofendidas ou incomodadas. Parece-me que a autora apenas está convicta de estar fazendo o que acha que é certo e de estar pouco se fudendo para o reconhecimento ou enquadramento, qual é o problema gente???? Gostei de ti Clarah e ainda é gatinha…

    “seja qual for o seu sucesso, há um prêmio que não poderá faltar-te e que encontrarás no fundo do coração”

    Comentário por Fabiano Comin — 25 de setembro de 2008 @ 13:34

  49. O que uma pessoa faz para ter seu lugar ao sol….. deveria achar uma maneira mais interessante de se expor na mídia. Desse modo não vai chegar a lugar algum.

    Comentário por Natânia — 25 de setembro de 2008 @ 13:37

  50. O povo se ofende muito com princípios (a falta deles). Se a pessoa não tem religião, não faz o discurso do humilde, do pobrinho, do desapegado, então não presta.
    Bando de gentinha hipócrita! Gostam muito de falar dos outros, os perfeitos cristãos! Mas não enxergam as maldades, o egoísmo, a podridão da própria vida.

    Comentário por Esteban — 25 de setembro de 2008 @ 13:48

  51. Acredito que o foco de tantos protestos a respeito da entrevista nao seja o fato dela ser ateia, mas sim de ela desrespeitar tanto a entrevistadora com respostas beirando o cinismo. E o sarcasmo tambem ao falar de religiao, se ela falasse que nao admirava ninguem.. ou q era ateia tudo bem, mas eu como evangelico nao vou menosprezar alguem umbandista (e conheço varios), e nao vou menosprezar as os santos da igreja catolica.
    mas no caso dela ela menospreza o povo brasileiro que como alternativa musical tem de escutar o “creu”, e ver cenas de sexo no prime-time brasileiro.
    entao nossa nem um pouco estimada amiga, realmente tem coragem, afinal é qualquer um q faz um papelão desses na rede mundial de computadores.

    e como o histórico escolar que passaram dela, ela sabe o que é analógico??

    Comentário por Igor Foggiatto — 25 de setembro de 2008 @ 13:57

  52. Comentando o post do Esteban.
    Humildade não eh pobreza!
    E nem todo pobre é humilde!

    Todos temos nossos pecados, ou pra quem nao acredita nisso.. todos temos nossos atos imorais ou amorais. mas nao estamos aqui pra ver uma qualquer ficar falando o que quer e chamando a todos nos de ignorantes que nao entendem os pensamentos dela.
    ou pelo menos ela acha isso.

    Sinceramente acho q deveriam me pagar pra ler um livro dessa mulher!

    Comentário por Igor Foggiatto — 25 de setembro de 2008 @ 14:01

  53. amo muito e só

    Comentário por Vitor Angelo — 25 de setembro de 2008 @ 14:25

  54. Infelizmente, ao arrotar falsa erudição em cima da entrevistadora, a srta. Averbuck só fez papel de boba. Infelizmente. “Jazz/Blues/Rock”?

    Piores são os comentários de nível ainda mais baixo que o da entrevistada… Lamentável.

    Comentário por Marcos — 25 de setembro de 2008 @ 15:47

  55. Viva Clarah!!!!

    Comentário por Mariana Jucá — 25 de setembro de 2008 @ 16:24

  56. Meu Deus do Céu! Ô povo para gostar de falar asneiras!
    Quanta bobagem, quantas opiniões desnecessárias (e mal escritas). Pessoal, a moça escreve o que gosta de escrever; e se deram o espaço para a entrevista, ela que diga o que acha que deve falar. Quem quizer lê-la, que leia e opine, mas sempre será, como ela mesma disse, apenas uma opinião. E quem não quiser ler, que fique calado, por sua ignorância sobre o assunto. Eu estou bastante interessado em ler.

    Comentário por Eduardo — 25 de setembro de 2008 @ 16:28

  57. As pessoas estão polemizando muito. Então quer dizer que se a guria se expressa como acha correto, as pessoas se revoltam por que não é o que elas gostariam de ler?!Sejamos francos, bando de hipócritas!Todos acostumados com autores que não saem da rotina. Na realidade ela disse tudo o que vocês adorariam dizer e não tem coragem. Não vejo nada demais, afinal todos lutam pelo direito de liberdade de expressão, não é mesmo?! As pessoas realmente nunca entendem nada ou pelo menos grande parte delas, porque gastam seu tempo lendo revistas de fofoca e ouvindo “créu”. Não vi o filme e nem li os livros, acabei lendo a matéria por acaso, e resolvi deixar meu comentário. Não posso falar sobre coisas que não sei, por isso não falo das obras e só do que está escrito acima. Se ela acredita ou deixa de acreditar em alguma coisa, é uma opção dela, eu não tenho nada a ver com isso, ninguém tem absolutamente nada a ver com isso. Se vocês realmente entendessem o que ela quis dizer,não estariam falando tanta abobrinha.

    Tudo de bom pra vc guria!
    Boa sorte na carreira!

    Comentário por Thaisa — 25 de setembro de 2008 @ 16:59

  58. “aqui no Brasil todo mundo tem muita pressa de julgar e rotular tudo sem nem conhecer”

    Declaração confirmada pela maioria dos comentários que podem ser lidos por aqui. Perfeito, e ponto para a moça.

    É difícil se encarar no espelho, hm?

    Comentário por Chaiene — 25 de setembro de 2008 @ 17:11

  59. Comentario sobre o Post da Thaisa
    Não fala Besteira…. o fato dela nao responder cordialmente nao indica q uma entrevista possa ser entediante…. veja por exemplo as entrevistas do Abujanra, ele declaradamente nao gosta de dar entrevistas, responde de forma rispida… mas é uma entrevista muito boa de ser lida, nota-se que o kra eh culto, ao contrario da nossa amiga q apenas nota-se q eh ignorante.

    E quanto ao comentario do Sr. Eduardo
    Gosto nao se discute, se lamenta…

    Comentário por Igor Foggiatto — 25 de setembro de 2008 @ 17:17

  60. Vou explicar o mal que as pessoas tem ‘em si’. É o fato da inveja que está em alguns e o ponto de vista histórico que coloca as pessoas uma contra as outras. É como pegar um catolico fervoroso e um ateu. Os dois se odeiam, mas nunca conversaram. Eles apenas se odeiam por causa da história (antropologia e religião). Em geral, o que acontece contigo pode ser o choque cultural onde as pessoas no Brasil lêem pouco, criticam demais e, depois de tudo feito, tudo para elas é fácil. fácil viver, fácil escrever, fácil dizer..mas não se pode ter medo do sucesso (se é que você quer ’status’). Tem que saber que é preciso a força bruta, os guerreiros, os filosofos, os capitalistas, os escritores, os ladrões, plagiadores e tudo o mais que forma o ciclo. Sucesso e me intima pra um churrasco! =D

    Comentário por André F. Meller Mastella — 25 de setembro de 2008 @ 18:43

  61. Fraca.
    Uso precário das palavras.
    Muita atitude e conteúdo ralo.

    Drummond dizia: “pobre do autor que é maior que sua obra”.

    Essa Clarah quer nos fazer crer que bancar uma personagem “agressiva e provocadora” é suficiente para ser levada a sério. Quão pior que isso pode ser um escritor?

    Em compensação, soube hoje que o Milton Hatoum escreverá crônicas semanais para o Estadão. Boa notícia!

    Comentário por josé viradouro — 29 de setembro de 2008 @ 10:24

  62. sobre o comentário do eduardo…..rsrs… muito boa essa!… que a Clarah vai substituir a Fernanda Young em algum lugar na GNT…ahaha… muito boa…. mas sinceramente acho que tanto a Clarah quanto a Fernanda possuem méritos. e, certamente, alguns tantos vícios (não diremos aqui “defeitos” pois evitaremos o maniqueísmo e a moral cristã)… particularmente, não curto a obra da Clarah - muito menos da Fernanda, que esta eu nunca li nem vou ler! - mas isso, talvez, devido ao fato de não curtir literatura produzida por mulheres… a mim parece que é sempre, na maioria das vezes, uma literatura “de” mulher “para” mulher… e, lembrando o velho bukowski - do qual sei que a Clarah diz ser fã - e nietzsche, digo que tudo sempre me soa como “papo de mulherzinha”… nah… mas enfim, fama-sucesso-e-mega-senas para Clarah!… Ave, Clarah!

    P.s.: Mas eu acho lindo de morrer este nome… c-l-a-r-a-h-a-v-e-r-b-u-c-k….

    Comentário por liu — 30 de setembro de 2008 @ 13:03

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