Terra Magazine

27 de outubro de 2008

Fotógrafo conta detalhes da pichação na Bienal

repique2008 às 23:48

“A Pichação de São Paulo, ao surgir na década de 80, se tornou uma das intervenções urbanas mais polêmicas e agressivas já vistas, características que tornaram os Pichadores um dos grupos sociais mais marginalizados da cidade de São Paulo”. Mensagem do Flickr do Choque, o fotojornalista que acompanha e registra as ações de invasão que vêm ocorrendo esse ano em São Paulo, na Bienal - noticiado com exclusividade pelo Blog do Repique - (aqui), na galeria Choque Cultural e no prédio da faculdade de Belas Artes.

O Repique conversou com o fotógrafo em busca de mais informações e quem sabe algum esclarecimento sobre essas ações, e se deparou com alguém que tem uma opinião afiada sobre tema tão polêmico. Vamos a ele:

Choque, queria que você comentasse as ações do grupo de pichadores aqui em São Paulo, como a invasão da Bienal nesse último domingo.
Não quero comentar as ações, não sou porta-voz dos caras. Eu não defendo nem ataco essas ações. Tento olhar de fora e entender que isso é fruto da sociedade em que vivemos. A pichação é uma coisa agressiva. Creio que sua estética é agressiva para agredir a sociedade.

E como funciona o esquema, como você participa?
Eles me ligam no dia para evitar vazamento, como ocorreu na Bienal que vazou, ninguém sabe como.
Estou fazendo um documentário em livro sobre a pichação em São Paulo - como aconteceu, quando surgiu, o contexto, o porque das letras serem ilegíveis… Por exemplo, isso é uma comunicação fechada, de pichador para pichador, não é uma frase voltada para uma pessoa alfabetizada. Os pichadores não estão interessados em falar com a sociedade. Ao mesmo tempo, eles se afirmam. É o ‘picho, logo existo’.

Como começou a pichação em São Paulo?
A pichação em São Paulo começou nos anos 80, logo na transição da ditadura para a democracia, no momento em que houve um declínio, uma crise na qualidade de ensino das redes públicas. Os pichadores são fruto social dessa época. Eles não têm repertório para falar nada. Eles não têm o que falar, por isso só escrevem o nome deles ou o nome de seus grupos.
Se você me perguntar qual é o perfil de um pichador, eu entrevisto eles direto, se fizer um censo você vai ver que eles têm família desestruturada, pai omisso, não têm opção de lazer. Eles vêm da periferia, lá tem o quê? Um campinho, uma boca de fumo e um bar. Tem que pegar um busão de duas horas para chegar a um cinema no Centro. A pichação acaba sendo uma forma de lazer, eles estão em busca de adrenalina, uma válvula de escape para agüentar o dia-a-dia nessa sociedade monstra em que vivemos.

Para quando você prevê o lançamento do seu livro?
O lançamento está difícil. Ainda preciso de alguém para diagramar. Ainda mais agora que estão explodindo esses conflitos, e acho que isso tem continuidade, vai demorar para sair, coisa de um ano, um ano e meio.

Como você enxerga as diferenças entre os grupos de grafitti e os de pichação?
Grafitti e pichação nasceram em Nova Iorque, na cultura do Hip Hop, na periferia. Eles têm a mesma origem, mas tomaram rumos diferentes.
O grafitti caiu no gosto estético burguês, foi pra galeria e para os museus. Acho ótimo isso, mas quando surgiu, o grafitti tinha mais frescor, não tinha essa influência comercial que hoje molda o trabalho do cara que grafita nas ruas para fazer nome e vender. É como a indústria fonográfica, que atende aos apelos da cultura de massa e começa a fazer música água com açúcar para vender mais. Hoje, toda a contracultura já nasce morta porque o sistema engloba e vira dinheiro. Existem grafiteiros de todos os perfis, mas o grafitti hoje é uma coisa de classe média / classe média alta, pelo menos. Uma lata de spray custa R$ 15,00. É caro, o pichador não tem acesso a isso, por isso que pichação é monocromática.
O pichador é de classe baixa, vem da periferia. Claro, tem moleque da classe alta também, cara que é considerado no grupo, independente de ser rico ou não, porque o importante é que ele esteja pintando na rua. O que importa é estar na rua.

Queria que você falasse mais sobre as letras dos pichadores, o fato de serem ilegíveis, de ser uma comunicação fechada…
A pichação, quando surgiu, nos anos 80, foi inspirada no logo das bandas de rock, AC/DC por exemplo, que por sua vez são inspiradas no alfabeto rúnico, (letras conhecidas como runas, usadas para escrever línguas germânicas do século II ao XV), descende da cultura dos vikings anglo-saxões, coisa muito antiga.
O processo criativo das letras busca originalidade, pode reparar que nenhuma letra é igual à outra. É um trabalho tipográfico, um prato cheio para um designer.

As letras verticalizadas são uma exclusividade de São Paulo. Só tem aqui pelo fato de a cidade ter muito prédio, ser verticalizada. Eles usam a cidade como um caderno de caligrafia gigante, eles moldam as letras de acordo com essa arquitetura. Como se vê, tem uma cultura por trás disso. Tem um contexto fundamentado.

Sim, é a forma de expressão que encontraram…
A pichação e o grafitti são vandalismo e arte também. Crime e Arte ao mesmo tempo. O grafitti tem essa aura de pintura autorizada, mas não é. É ilegal também. Mas tem apelo estético maior. É colorido, harmônico, tem personagens bonitinhos. A sociedade absorveu o grafitti a partir de 1995, e agora, desde o ano 2000 está bombando. O grafitti no resto do mundo é tratado como crime. É super combatido. Nos Estados Unidos e Europa tem uma unidade de polícia específica, assim como Homicídios, que se chama Vandal Squad. Lá o grafiteiro pega cadeia e paga multa. Um cara recentemente pegou seis anos de prisão em cadeia de segurança máxima, pegaram ele pra Cristo, para assustar mesmo, porque eles dão prejuízo. O grafitti em Nova York morreu, não existe mais como antes.
O cenário aqui é diferente, o grafitti virou um instrumento para combater a pichação. Os caras financiam grafiteiros famosos, contratam para fazer mural e combater a pichação. Mas os pichadores se ligaram disso e já estão atropelando esses trabalhos.

Recentemente entrevistei o Gustavo d’Osgemeos (aqui) e ele comentou que a lei da rua era não atropelar o trabalho dos outros…
Existe uma lei entre eles para não se atropelarem. Mas é anarquia mesmo. Não dá para cobrar respeito. Como pode pedir para um não atropelar o trabalho de outro se ambos não têm respeito pela propriedade alheia?

Mais imagens do fotógrafo em Choque Photos.

Imagens exclusivas da invasão na Bienal, aqui.

Blogs que citam este Post

25 Comentários »

  1. sao um baldo de desocupado,isso e´ cultura aonde?

    Comentário por jj — 28 de outubro de 2008 @ 9:12

  2. Esse cretino está de gozação. Esse pseudo-intelectual ganha a vida parasitando a miséria alheia e tem menos a contribuir do que “pichadores só sabem escrever o nome”.

    Comentário por Paulo Fonseca — 28 de outubro de 2008 @ 9:28

  3. Quanta besteira. “Contexto fundamentado” só se for para pesquisadores, não pra quem tá sujando a cidade. Arte? Intervenção urbana? Pichação = sujeira.

    Comentário por Joao Perassolo — 28 de outubro de 2008 @ 9:58

  4. A real motivação dos pichadores é uma só: ganhar fama.
    Quanto mais buzz conseguem, mais satisfeitos ficam. E agora descobriram que podem usar a mídia para isso.

    Exemplos recentes são pichações feitas no muro que cerca o local do acidente da TAM (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/10/04/muro_de_hotel_de_maroni_amanhece_pixado_com_insultos_a_kassab_1030941.html), uma faixa colocada em frente à casa da seqüestrada Nayara (http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL833467-5605,00-FAIXA+DE+SOLIDARIEDADE+E+POSTA+NA+CASA+DE+NAYARA.html), e do casal Nardoni (http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/isabella-nardoni/isabella-nardoni-1604.htm).

    Disfarçados de protesto ou homenagem, lá estão os rabiscos – clicados pelos fotógrafos e reproduzidos na web, na mídia impressa e na TV. Um artigo de jornal com uma foto dessas é exibido como troféu em rodas de pichadores.
    Portanto, é simples desencorajar o vandalismo: é só parar de dar espaço.
    Sabe a atitude tomada pela mídia de não mais usar a sigla “PCC”, e sim o termo “a facção que controla os presídios”? Seria muito mais eficaz se usada contra um bando que só quer uma coisa: autopromoção.

    Além dos citados ataques à Bienal e à Belas Artes, esse mesmo babaca organizou a invasão da galeria Choque Cultural, danificando obras de artistas realmente talentosos.
    Quanto mais notícia, mais sucesso.

    Já temos que aturar a pichação nas ruas de nossas cidades; agora ela entra em nossas casas pelos meios de comunicação?
    Parando de divulgar as fotos, a mídia não resolve o problema, mas tira um canal importante do vandalismo.

    Comentário por NEY — 28 de outubro de 2008 @ 10:17

  5. No fundo, atrás de toda essa verborragia se esconde uma falta de cultura humana sem fim. Que é a cola entre esse fotógrafo e esses ignorantes natos. Aliás ¨abaixA a ditadura¨, rs. Ignorância em estado puro.

    Comentário por julius — 28 de outubro de 2008 @ 10:28

  6. Simplesmente porcos…Isto de usar a pobreza para justificar vandalismo eh de uma imbecilidade sem tamanho

    Comentário por Oliver — 28 de outubro de 2008 @ 10:31

  7. Parabéns ao “fotografo” pela entrevista.
    Claro q eu não gosto de pixação e tb não gosto dos grafites, q agridem bem menos a vista.Mas é poluição visual do mesmo jeito.
    Agora oq foi colocado(e muito bem diga-se de passagem) é a falta de perspectiva de futuro dessa galera,(q até acha q ajuda instituições de caridade, qdo não pixam determinados locais, em troca de doações rsrs)
    Espero q tenha sucesso com o livro.
    e essa galera aprenda pelo menos que é “AbaixO a ditadura”
    já é um bom começo.

    Comentário por Inês — 28 de outubro de 2008 @ 10:47

  8. Acredito como cidadão que o trabalho do jornalismo alem de informar é apresentar provas para o bem da sociedade, não podemos crer que um cidadão se esconda atras de uma credencial, participe de açoes de prejudicam milhares de outras em beneficio proprio. Alem de não denunciar compartilha do fruto da contravenção. é inaceitavel, enquanto não tomarmos vergonha na cara esse país ficará a merce dos “espertos”. peço para voces vislumbrarem o magnifico trabalho desses pichadores, “obra de arte”. Culpar pobreza para isso é pura balela, fui pobre, pobre não tive muitas oportunidades e nem por isso roubei, matei, pichei….que falta educação com certeza essa é uma das razões, mas tambem falta aos nossos governantes atitudes mais duras. Se encontro algum “moleque” pichando não to nem aí parto para cima, pois vá pichar a sua casa ou desse fotógrafo….

    desculpem o desabafo.

    Comentário por MARCELO — 28 de outubro de 2008 @ 10:53

  9. Quando a rua invade a casa pela janela ela não vai pedir dá licença, ou me desculpe, ou estou atrapalhando? Vai entrar fedendo, quebrando tudo e pouco se fodendo com qualquer conceito ou etiqueta.

    Todos vcs podem meter o pau no discurso desse fotógrafo, mas uma coisa é verdade: o que ele fala é dominante e não tem mais volta. Vem de uma maioria, e não minoria.

    Eu sempre achei que no Brasil as pessoas seriam mais abertas a dialogar e colocar argumentos um pouco mais construtivos em blogs como esse (na europa a alienação com o resto do mundo se prova em blogs de discussão parecidos com esse). O que vejo é uma crítica confortável, fechada e rasa.

    Enquanto as pessoas não abrirem o diálogo a coisa não vai se resolver de maneira humana. Só o dialogo pode resolver o problema com o PCC, o taliban e alem. E a abertura tem que vir do nosso lado, por que do lado de lá ta tudo na merda.

    Agora, sobre essas ações: E a Dalsu? e os shoppings? Se vcs, pichadores querem invadir tudo, então tenham uma agenda: ficar no pretexto de invadir a arte por que querem espaço vai terminar em vcs fazendo parte da proxima bienal, engolidos pelo sistema e pelo mercado.

    Comentário por Replica — 28 de outubro de 2008 @ 11:00

  10. Ótima entrevista, Paula! O fotojornalista “Choque” faz um trabalho de antropologia contemporânea da ciadade. A pixação tornou-se uma doença crônica na metrópole, as elites tentam catequisar os criolos e tabajaras que ameaçam o seu patrimônio, adotando para si o grafitte como arte. O mesmo elogio à miséria a gente vê nos cinemas numa ode à deliquência e pobreza como forma de entretenimento ou exercicio de mea culpa burguês. Eu curto grafitte, ele tem de fato potencial artistico e critco, cumprindo sua função social, mas não temos como negar que tem muito caça-niquel subserviente por aê. A pixação em si eh um reflexo absoluto das más condições em que os “anarquistas” envolvidos se encontram, é um grito de retaliação, mas mudo, sem contexto, analfabeto e sem articulação.

    Comentário por Zeca Bral — 28 de outubro de 2008 @ 11:03

  11. “Hoje, toda a contracultura já nasce morta porque o sistema engloba e vira dinheiro.”
    isso tambem vale pra pixação:

    http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=1295996

    http://www.justintype.com.br/home_content.html

    Comentário por Joao Paulo — 28 de outubro de 2008 @ 11:13

  12. “Existe uma lei entre eles para não se atropelarem. Mas é anarquia mesmo. Não dá para cobrar respeito. Como pode pedir para um não atropelar o trabalho de outro se ambos não têm respeito pela propriedade alheia?”

    Não sei ONDE está o desrespeito de grafiteiros pelos pixadores.
    Realmente, há toda uma coerência no argumento de que o grafite caiu no gosto da crítica e, por isso, se vendeu. Mas até aí, apontar isso como desrespeito é realmente falta de maturidade do Choque…

    Comentário por Mauricio — 28 de outubro de 2008 @ 11:22

  13. Muito bom! E com isso pretende-se chegar onde? Sair do “suburbio”, da “marginalidade” através do vandalismo?? Excelente! É por isso que o país tá nesse “borrão”… esse cara tinha que ser preso junto por incentivar algo tão irresponsável quanto jogar o filho pela janela do 6º andar, permitir um namoro entre uma menina de 12 anos e um rapaz de 19, entre tantas outras coisas que param o país… IRRESPONSÁVEIS, OMISSOS E CONIVENTES.

    Comentário por ARB — 28 de outubro de 2008 @ 11:37

  14. quem escreveu a replica é a mesma pessoa que escreveu o texto? tá muito bem dito! pixação é que nem assalto e não tem nada de arte. é uma forma de expressão agressão mas o fato de irem justo em cima do grafitti acaba com o argumento.

    Comentário por joana — 28 de outubro de 2008 @ 12:01

  15. Os dois por terem nascido do mesmo lugar (as ruas) podem ser considerados irmãos.
    Deveria por tanto existir respeito mútuo e cumplicidade mas o que vemos é ignorância e vandalismo.

    Onde está a causa dos pixadores agora? Lembro da decada de 80 que além do nome eram escritas frases contra o sistema e mensagens que ajudavam os menos favorecidos a entenderem a realidade do país.

    Me parece que a geração atual de pixadores só quer destruir e colocar pra fora suas frustações e raiva. Seria mais útil construir algo a passar a ser respeitado, como a grafite é hj depois de muita luta e trabalho.

    O grafite é arte e humaniza a cidade. Arte não é crime.

    Comentário por demian — 28 de outubro de 2008 @ 13:05

  16. simplesmente contemporâneo,
    tão dificil entender que o mundo anda
    e a demagogia não é mais para todos
    ficarem vislumbrando pacificamente.;
    São os tempos de degenerescência
    e prefiro estar do lado de quem quer
    ver tudo pela ótica do “É O QUE ESTÁ AÍ”
    ponto
    Grafiteiros sonham com a publicidade
    e querem estar atolados nela
    desvistuaram do seu propósito, querem
    ganhar grana e só , salvo excessões.

    Comentário por Tridente — 28 de outubro de 2008 @ 13:53

  17. é engraçado olhar os comentarios de quem tomou o leitinho hoje de manhã e está postando comments nos blogs alheios de seu personal computer.

    o pixo é um indice e não a coisa em si. e como indice ele é realmente muito interessante. ele é a unica expressão tipografica realmente brasileira. sujeira? talvez. vandalismo? quem sabe. a bastilha tambem foi derrubada sem respeito pela propriedade alheia. mas a historia é contada sempre por quem está no poder.

    não concordo com o lance do grafitte estar vendido. toda generalização é burra. mas é fato, trabalho em uma grande empresa de publicidade e se quiser falar com o jovem tem que por um grafitinho. (assim como pranchas de surf nos anos 80)

    mas vejo tudo isso como indicadores. se hoje sua casa é pixada, se vc gosta de grafitte ou não essas coisa simplesmente são. e não tem volta. é a expressão de uma maioria como foi colocado aqui. é uma resposta au SEU descaso!!! é um grito de socorro. e um grito de socorro muito mais bonito que a sua planilha de excel.

    o pixo veio pra ficar, o grafitte ja está no meio de nós. graças a deus.

    se você não gosta ja pensou em dar aulas de arte para crianças carentes? ja pensou em ensinar qualquer coisa que você saiba para quem não pode pagar? eu ja fiz é mais facil e mais gratificante do que qualquer tv-a-cabo-de-meias-havin-some-popcorn. e talvez você acorde com um grafitte maravilhoso no lugar daquele seu quadro mofado do che guevara

    Comentário por tiago marcondes — 28 de outubro de 2008 @ 14:05

  18. A título de esclarecimento: quem escreveu em nome de Réplica não fui eu tampouco o entrevistado Choque, foi algum leitor que assim assinou, creio eu, para contra-argumentar alguns comentários aqui desse espaço.
    Salve o debate, beijos,

    Comentário por paula guedes — 28 de outubro de 2008 @ 14:17

  19. oh shit!

    Comentário por ** — 28 de outubro de 2008 @ 18:07

  20. PAULA, ESTOU FAZENDO UM DOCUMENTARIO SOBRE PICHADORES (ANTES DE EXPLODIR ESSAS NOTICIAS,)
    COMO FAÇO PARA PEGAR CONTATO DESSE FOTOGRAFO?
    POR FAVOR ME MANDA EMAIL - PATEZINHA20@HOTMAIL.COM - MSN TB
    AS GRAVAÇÕES IRAO COMENÇAR DIA 8 DE NOV AGORA
    AGUARDO!!

    Comentário por PATRICIA BERNAL — 29 de outubro de 2008 @ 8:35

  21. Bom dia Tiago!
    Perdoe por expressar a minha opinião mais a única coisa que concordo com vc em 100% é que toda a generalização é burra, assim exatamente como vc fez quando disse a respeito: do leitinho, “comments”, personal computers, índices, meu descaso, trabalho social – voluntário, “tv-a-cabo-de-meias-havin-some-popcorn”…
    Tudo de bom, att

    Comentário por ARB — 29 de outubro de 2008 @ 10:22

  22. a informação da invasão à Bienal vazou por que era óbvio que eles iam invadir o prédio. eu mesma tinha certeza que isso ia rolar e até falei com alguns colegas do meio institucional das artes sobre o assunto. esse grupo tá ficando super previsivel… em breve será o MASP.

    acho o tom de ‘manifesto de arte’ dessas ações uma besteira. vai lá e pixa, pô. mas todos querem tocar na pedra mágica do mundo das artes prá virar ouro legítimo.

    não estou chocada com essa invasão à Bienal. estava escrito. e acho que a bienal tinha que manter as paredes sujas. afinal, quem está na chuva…

    mas de tudo isso, a entrevista do Choque foi boa. o cara atira prá todos os lados.

    Comentário por daniela — 29 de outubro de 2008 @ 10:50

  23. Parece que os pixadores estão com dor de cotovelo pela grande conquista do grafite.
    Muitos grafiteiros nasceram na pixação, evoluiram, mostraram talento e foram reconhecidos internacionalmente. Que bom q a publicidade começou a utilizar grafite em suas propagandas. Melhor que aquelas “idéias” medíocres que sempre vimos. A cidade ficou mais bonita e o nome do Brasil ganhou destaque mundo a fora e nossos artistas estão nas melhores galerias de arte do mundo.

    Comentário por Demian — 29 de outubro de 2008 @ 11:30

  24. É sujeira, é feio, é vandalismo. Pobreza? Isso é desculpa pra boi dormir.

    Eu morava num bairro onde o ônibus era uma carroça. Pois a prefeitura renovou o transporte e colocou ônibus-primeiro-mundo de 5 em 5 minutos.
    E lá foram os porcalhões pixar os ônibus novos.
    “hoje acordei rebelde. acho que vou pixar um ônibus pra chocar a sociedade”.

    Obrigada, mas esse “grito de socorro” não funciona. O querem que a gente conte uma historinha? bah… gente porca.

    Comentário por Lija — 29 de outubro de 2008 @ 18:11

  25. eu sou um pichador e adoro fazer isso pichar e uma arte que me acalma quando to estreçado quando nsaio com obonde fazemos altas pichacoes o meu bonde e mais tora que tem aqui em divicyti meu bonde chama detonadores falou galera de pichacoes.

    Comentário por lenda — 14 de janeiro de 2009 @ 16:27

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