Terra Magazine

7 de fevereiro de 2009

Outras bandas da Terra: músicas para quem precisa

repique2008 às 11:08

A vida é um clipe sem edição. O Repique dá suas dicas de trilha sonora para dançar no quartinho, andar na cidade, cantar no chuveiro e ficar no sofá so good. Aproveite, novidades fresquinhas, apostas que devem virar em 2009:

Mentiras sinceras: White Lies

(Bateria, guitarra e baixo + vocais)

Trio de garotos de vinte aninhos de Londres, com pegadas retrô anos 80, fortemente influenciado por Joy Division, Echo and the Bunnymen… Estreou já em primeiro lugar nas paradas britânicas, com seu álbum debut ‘To Lose My Life’.

www.myspace.com/whitelies

Divã-sofá-cama: Boy Crisis

(Guitarra, baixo,vocal, teclados e bateria)

Quinteto de garotos de vinte e poucos do Brooklin (NY), que armam um som punk-funk-disco-electro-pop, anos 70, 80 para as pistas. Auto-definem-se como “a computer having sex with a beautiful bird or something”.

www.myspace.com/boycrisis

Passion Pit

(vocais, sintetizadores, baixo, bateria e bases de samplers)

Quinteto de Massachusetts que faz um lo-fi-pop-experimental-dançante com óbvia descendência dos MGMT – de certa forma, psicodélico e vocais a la gás hélio. Ainda não lançaram seu álbum de debut, que deverá sair em breve.

www.myspace.com/passionpitjams

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6 de fevereiro de 2009

A cena eletrônica no Rio de Janeiro

repique2008 às 11:03

Fotos: Eduardo Llerena

A cena eletrônica no Rio de Janeiro está ganhando força, e começa a se integrar no circuito América do Sul – São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Para mais uma edição do especial Noites Fervidas, o Repique conversou com Eduardo Llerena, o fotógrafo que conhece tudo de tudo, que vai a todas as festas da noite, cobrindo o agito das pistas cariocas. Vamos a ele:

Dudu, conta como anda o agito das pistas no Rio.
Depende do dia e da época. No verão está cheio de gringo, gente do Brasil inteiro, dá pra sair de segunda a segunda, com programações variadas. Mas no geral ainda é bem limitado, está no caminho de criar uma cena. Antes quem tocava em São Paulo não necessariamente tocava no Rio, agora está mais engrenado. Todo mundo quer tocar aqui.

O que está rolando?
A noite no Rio está com novas direções. O pessoal que era do Trance está começando a produzir festas com DJs melhores. Tem o pessoal da (produtora) Directa que está botando o Rio na cena eletrônica internacional, eles vão fazer o Rio Music Conference agora no Carnaval, trazendo David Guetta, Gui Boratto, Sven Vath, Armin Van Buuren e Erick Morillo.
Tem os eventões - para três mil, quatro mil pessoas – esse povo antes só ia em rave. Agora está progredindo, mas é bem pop.
Mas mesmo saindo quase toda noite não é muito variado.

E quais são as melhores festas?
As melhores festas em clubs são a Combo às sextas-feiras no Clube 69 e aos sábados os afters do Dama de Ferro que vai até 10 da manhã. Todo mundo conhece e vai.
O povo da Moo sempre faz as melhores festas, variam os lugares onde rolam e não tem calendário fixo. Acontece quando eles conseguem trazer um DJ legal, os DJs que eles querem. Diversão garantida. Ótimas lembranças.

Tim Sweeney, apresentador e DJ do programa Beats In Space na rádio WNYU 89.1 FM de Nova York, que tocou na última sexta no Lounge 69, na festa Combo.

Tim Sweeney, apresentador e DJ do programa Beats In Space na rádio WNYU 89.1 FM de Nova York, que tocou na última sexta no Lounge 69, na festa Combo.

Quem são os DJs da cena aí?
Tem o Gustavo Tatá, de House; o Rafael RM2, que é mais Space disco; o Maurício Lopes… A Cami que toca Techno; o Rafael Droors, do Jamanta Crew, que mistura tudo, toca milhões de músicas em um set só. O Eduardo Cristoph e o Diogo Reis, eles que tocam na mesma praia - Disco Funk, de muito bom gosto… Essa é a galera que está a mais tempo na estrada, que já tocou com vinil.

E a galera nova?
A galera mais nova é toda MP3, chegam para tocar com iPod ou CD. Tem um carinha legal, o Miss Playmobil que toca no Dama e faz um set de rocks malucos e electro bacaninhas.
Muita gente despontou no Dama de Ferro porque a Adriana, a dona e quem cuida da programação, sempre abriu espaço para essa galerinha abrir ou fechar a noite, mesmo quando toca um DJ gringo. Lá é uma escola para todos eles.

O Dama ainda bomba, né…
O Dama é um dos clubes mais antigos daqui do Rio. Vai fazer sete anos.

O Rio é muito cena de clubinho…
Não tem boate grande aqui. Tinha a Bunker, mas fechou.
O lance de clube no Rio é a novidade. Se você abrir um buraco com uma programação decente, todo mundo vai, porque o povo gosta do que é novo. Não precisa ser o melhor.
O clube do momento aqui é o 69.

E quem é o público que freqüenta essa noitada aí?
Nova geração. É tudo moleque. Ou não sei se sou eu que estou ficando velho aos 32… Mas no geral mistura tudo porque tem poucas opções - poucos lugares e poucos interessados.

E como é uma noite fervida por aí?
Na minha perspectiva, a gente se encontra na casa de alguém ou em algum lugar para decidir onde vai. Chega na festa ás 3 da manhã para ver o DJ convidado. De lá provavelmente vai a um after no Dama. E depois, eu não sou chegado a um chill out, mas tem quem vai e fique até à tarde do dia seguinte, até reduzir a marcha.

E que som que pega?

A música está difícil de definir. Mas o som tem que ser bom para fazer a galera gritar na pista, vale até jogar  a mão pra cima. Gosto quando o público entra na onda da música, quando o set vira uma trilha sonora para a noite como um todo, pra quem está na pista, no bar ou no banheiro.

Bom e a praia?
Cara, eu não vou. Não piso na praia. Mas tem muita gente que sai da balada e vai pra praia.

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5 de fevereiro de 2009

Noites fervidas no circuito indie de São Paulo.

repique2008 às 10:54

“Life begins at 3am”. As diferentes faces do agito que rola nas cidades do Brasil. Não falaria tão cedo de São Paulo se não fosse pelo fato de que uma das figuras mais icônicas e carismáticas da noite estar se despedindo da cena indie: Rick Levy, o host, o homem que faz a porta da Funhouse, que assistiu desde 2001 todas as ‘faunas’ da noite: indies, clubbers, rockers, ravers… revela afinal como é a noitada dessas pessoas que fervem até o dia raiar durante a semana. Essas pessoas não têm obrigações no dia seguinte?
Vamos a ele:

Rick, como se transformou a noite no circuito indie, do começo dos anos 2000 pra cá?
Conheço a noite indie desde 2001, que foi bem diferente do que é hoje, principalmente no que se refere ao que era a ‘vanguarda’ naquele tempo.
Hoje não temos mais vanguarda. Com o advento da internet, o que se lança hoje, na semana que vem já não é mais novidade.
Existe o indie e o alternativo, que antes era o Britpop, hoje é o electro-rock, new rave, disco-punk.
O artista que quer estar à frente está fazendo um som mais eletrônico. Até a Lily Allen está lançando um álbum com pegada eletrônica. Seu primeiro disco era mais reggae, dub, ska.
O indie evoluiu daquele estereótipo básicão ‘Strokes- calça jeans-All Stars e franjão’. E hoje está muito mais animado. As pessoas estão mais felizes e coloridas, as meninas se maquiam mais. É uma releitura dos anos 90, quando todo mundo tinha roupa específica para sair à noite, todo mundo se montava mais. Antes era blasé. E o blasé caiu total. Aquele cara que antes passava a noite inteira encostado na parede, hoje vai continuar encostado se não for para a pista dançar. Não existe mais o ‘shoegazer’.

Você viu formar a banda Cansei de ser Sexy, não?
O Cansei foi super importante nessa transformação. Sou amigos de todos eles, conheço um a um, desde antes da banda. Eles são super ‘away’ para regras. Surgiram em 2002 quando a Lovefoxx quis fazer uma banda para pular, cantar e se jogar. Elas escreviam com canetinha no corpo, tinham uma rebeldia que os indies à época não tinham, eram todos mais contidos.

Hoje, você dança, cai, levanta. O Bonde do Rolê e todas essas bandas variantes com pegada do Funk são da mesma praia.

E quais são as melhores festas do circuito indie paulistano?
Por trabalhar na noite, vou muito pouco às festas, mas indicaria a Funhell, às quartas feiras na Funhouse – vai mais gente do que no sábado; a festa Crew e a Vai! que rolam no Glória. Todo mundo se arruma, se monta, põe salto.

E quem freqüenta essas festas?
Povo da moda, pessoal que trabalha em lojas e produtores, muitos músicos, gente que não precisa acordar cedo no dia seguinte e que não depende de horário.

E como é uma noite fervida no circuito indie?
Dançar até quebrar o salto e depois ainda ir para um after ou uma feira, ou comer sanduíche de pernil no Estadão, de maquiagem borrada, mas feliz e de alma lavada. E na sequência trabalhar, cheirando cigarro.

E que sons mais pegam fogo na pista?
Como trabalho na porta, sou o que menos conhece as novidades, mas electro-rock e disco-punk são as vertentes.

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4 de fevereiro de 2009

As Noites fervidas de Recife e Olinda

repique2008 às 9:21

As noites quentes do Pernambuco.

Como o povo se diverte na noite? O Repique começa hoje o especial ‘Noites Fervidas’ detectando o agito nas principais capitais do Brasil. Para começar, conversou com a DJ Lala K para saber como é uma noitada digna de balada no Recife e Olinda. Vamos a ela:

Lala, conta um pouco como é o agito aí em Recife e Olinda.

É muito por época. Entre o final de ano e o carnaval é que ferve. Depois do carnaval a cidade fica morta, não tem nada que aconteça.

Aqui tem uma divisão: os playboys e os alternativos. Os playboys geralmente vão na Nox.

E os alternativos?

Ano passado quando voltei de viagem, em outubro, me juntei com mais dois amigos, Felipe e Clebinho, e fizemos a festa ‘Sem Loção’ – esse nome porque começa todo mundo com noção; no meio, o povo já está sem noção; e no fim, sem loção mesmo - corporal e mental.

Nesse tempo voltou a festa Putz, que ficou um tempo sem rolar. É uma festa que toca mais música eletrônica, produzida pelo coletivo Golarrolê, de Lucas e Allana.

Os ‘bafão’ que estão rolando na cidade são essas festas. Em Olinda e Recife.

Fala mais sobre essa sua festa Sem Loção.

A primeira a gente estava crente que era só para amigos, que juntaria umas 100 pessoas e acabou dando 200. No Natal apareceram 500 em um lugar que cabiam 400, e mais 500 do lado de fora.

O nome sempre traz uns subtítulos, como ‘Sem Loção – Samba só na casa de Samba’ porque tem uns sem noção que vem pedir pra tocar samba. Terminamos a temporada na semana passada com uma que chamou “Se contar ninguém acredita’.

E como é o público?

Mistura tudo. Tem playboy, alternativo, pais dos amigos, loucos, músicos… Tem até diretor da Petrobras. Para você ter uma idéia, uma amiga que mora em Milão foi assaltada lá e viu o assaltante aqui na festa da gente. A gente se benze quando chegam o trio Claudio Assis (o cineasta considerado ‘maldito’, que fez Amarelo Manga), Xico Sá (jornalista e escritor) e Lírio Ferreira (cienasta que fez Árido Movie e Baile Perfumado). Três pés de cana.

E onde rola a Sem Loção?

A Sem Loção a gente fixou no Preto Velho, no Alto da Sé em Olinda que tem um visual absurdo quando amanhece. Começamos marcando a festa às 10 da noite e o povo só chegava à 1h. Depois passamos a marcar a meia-noite e o povo passou a chegar às 11h e esperar do lado de fora. Vai entender.

Vai até que horas?

Até às 7, 8h, só acaba porque tem que desligar o som. A do Natal acabou às 9 da manhã. TO-DO mundo embriagado. Daí fomos todos para o mercado da Madalena (bairro do Recife) comer e beber porque aqui todo mundo adora ir para um mercado depois da festa, toma café e almoça, daí vai para casa ao meio-dia se não surgir nada pra tarde. O povo é animado.

E no carnaval vai rolar mais Sem Loção?

Esse carnaval vai ser terrível. Vamos fazer festas Sem Loção todos os cinco dias, com DJs e uma banda para fechar na terça. Alugamos um puteiro que chama Francis Drinks, da Dona Francinete. Fica no Recife Antigo. Se sobreviver alguém vai ser ótimo.

Que banda você estão tentando?

Punk Reggae Party em que os meninos tocam reggae em ritmo punk.

E que som rola na Sem Loção?

Mash up, música eletrônica, Queen, Nirvana. O que a gente acha bacana e divertido, coisa antiga.

E na Putz?

A Putz é mais eletrônico, já trouxeram o DJ Magal, Database, Roots Rock Revolution…

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3 de fevereiro de 2009

Casa de troca de casais vira balada em SP

repique2008 às 10:15

"A balada mais liberal de São Paulo". Na Wikipédia, conceitualmente, uma casa de swing é "um local onde casais se reúnem com a intenção de realizar trocas de parceiros para realização de relações sexuais.

Contudo, este conceito pode ser mais enfático ou mais leve de acordo com a estrutura, regras e público que freqüenta o local".

Pois bem. Nesse contexto, essas casas estão virando destino certo de baladeiros na noite paulistana - algumas delas, tão discretas e com "ambientes distintos para a danceteria e para sexo", que você "só percebe que está em uma casa de swing quando o show de strip-tease iniciar".

O Repique conversou com um frequentador de uma dessas casas para saber qual afinal é o termômetro desse tipo de balada:

Dear, do seu ponto de vista privilegiado, conta um pouco como funciona essa casa de swing que virou balada…

Começou como uma casa de swing, como outra qualquer que já tinha na cidade, mas como ninguém tinha o nível de atendimento e serviço que tem lá, começou a mudar a freqüência do público. Virou uma boate convencional, onde as pessoas podem ir além. Acabou transformando um lugar que era um supergueto, bem restrito, em uma balada tipo Vila Olímpia, o que até espantou os ’swingueiros de carteirinha’.

E como você definiria essa balada?
É uma balada liberal, onde tudo é permitido e nada é obrigatório…
O que eu acho legal é que é super democrático. As pessoas vão para se sentir bonitas, independente se são ou não. Elas tiram a roupa, se sentem gostosas. Acho que por isso tem tanto espelho…
Mas o fato dos donos sempre estarem lá, eles zelam pelo lugar, faz com que tenha um clima mais leve. Não é cavernoso nem clima pesado de puteiro. As pessoas fazem sexo porque querem. Não precisa pagar. Você transa com quem está afim.

Hummm, e que público freqüenta?
Não é playboy rico, mas todo mundo tem lá seu Audi A3, BMW 97… É tão variado. Geralmente mais velho, chutaria maiores de 25 anos, profissionais liberais (risos), galera que malha a semana inteira e vai lá se mostrar, curiosos, galerinha… Tem muito casal que comemora aniversário de casado lá. Aos sábados é normal parar tudo e cantar parabéns para quem está comemorando, dão champanhe… Isso dá um charme para o local, porque é mais honesto do que o cara que fala que vai jogar futebol, larga a mulher em casa e vai para o puteiro com os amigos.

É caro para entrar? Qual o esquema?
Os preços podem chegar a R$ 170 o casal, R$ 200 para homens sozinhos. Mas é a pior balada para se ir sozinho porque você não tem moeda de troca.

Mas tem puta por lá…
Dependendo do dia, tem mais ou menos.

Mas quem as paga então?
Nego leva. O cara em vez de ir com a namorada ou uma amiga leva a puta.

E passa para frente…
Não sei se é só para entrar… Porque tecnicamente só entra quem estiver acompanhado.

Mas como é o local? Você chega e todo mundo está transando?
Não. Tem a 1ª fase que é uma boate como outra qualquer, ‘balada de acordo’ com som bom, pista, DJ, iluminação e bebida boa, só que com mais pimenta: shows de strip, as mulheres podem ficar peladas…

E ficam?
Quando está bombando mesmo, a mulherada tira a roupa e sobe no balcão.

Bom, e passando a primeira fase…

Vai para a segunda fase, onde cada um é cada um. Ao fundo, tem uma porta giratória que leva às "atividades liberais". É um labirinto com várias modalidades: quartinho individual, quarto com parede de vidro para que os outros vejam, sala com buraquinhos na parede para quem quiser interagir…
No labirinto não tem som, ouve-se o barulho de quem está transando, os gemidos, de repente uns tapas…

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2 de fevereiro de 2009

Plano B: os novos garotos de aluguel de Nova York

repique2008 às 11:04

Deu no New York Observer:
A que ponto chegou a crise em Nova York. Em uma das cidades do mundo que mais reúne ‘o povo das artes e da moda’, vários jovens desses meios têm apelado para uma das mais antigas profissões do mundo para sobreviver. São os garotos de aluguel.

Lá essa atividade não é mal vista e chega a render até U$ 3mil por semana. Muitos homens mais velhos pagam bem para ter uma boa companhia ao seu lado, e principalmente, que seja o biótipo do último anúncio mais cool da cidade. Dá status. O empreendimento está pop.

O sonho de todo jovem “moro em Williamsburg (no Brooklin), estudo arte, faço uns frilas” tem seu preço. E nos tempos de hoje, para se manterem estão vendendo companhia, sexo e romance.
O CEO do portal RentBoy.com, Sean Van Sant, descreve o perfil desses novos rebentos da crise: eles são novos na cidade, gostam de roupas, querem um apartamento melhor, talvez até um carro. Eles entenderam que vai ser difícil engrenar em suas carreiras, especialmente se ambicionam as áreas de moda e arte.”

Eles se defendem: “não é o meio ideal de se viver, mas o que um artista esfomeado pode fazer quando tem aluguéis vencidos e os estudos para pagar?”.

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1 de fevereiro de 2009

Os perigos do Amor nas telas de Tara McPherson

repique2008 às 11:17

Enquanto isso… na galeria Choque Cultural, acontece a exposição ‘Americana 2009’, uma coletiva dos artistas Tara MC Pherson, Jim Houser, Doze Green e Adam Wallacavage – representados pela galeria Jonathan LeVine de Nova York.


POP

O Repique gostou particularmente das telas, posters e gravuras da artista, ilustradora e quadrinista Tara McPherson:

Uma de suas ilustrações:



Um de seus posters de bandas:

Tara criou posters para shows de artistas e bandas como Beck, Death Cab for Cutie, Green Day, Supergrass, The Hives, The Strokes, Duran Duran e Suzanne Vega, Elvis Costello, PJ Harvey e Melvins. Edições para o selo de HQ, Vertigo; Toy arts entre outros objetos de cultura pop.


McPherson contou para o Repique:
“Este tríptico chama-se Playing with fire, e explora a idéia dos ‘perigos do amor’. Uma evolução:


The Handler


The Lover


The Healer

Não perca: Americana 2009 vai até 27 de Fevereiro de 2009.
Na Choque Cultural, Rua João Moura, 997, Pinheiros - São Paulo

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31 de janeiro de 2009

Festival Coachella anuncia seu line up 2009

repique2008 às 9:58


O pôster que anuncia a aventura já circula livre na rede.

Um dos festivais mais aguardados pelo público e pela crítica, o Coachella Music and Arts Festival, que acontece na cidade de Indio, em pleno deserto da Califórnia, lança seu line up.

Entre os dias 17 e 19 de abril o público que migrará rumo ao Oeste, de carro, avião, trem assisitrá as performances de Paul McCartney, Franz Ferdinand, Amy Winehouse, The Killers, Leonard Cohen, Morrissey e The Cure, entre mais de 120 bandas dos mais diferentes gêneros, conceitos e propostas, tamanhos e atitudes.


They tried to make me go to rehab
I said, no, no, no

Os brasileiros escalados para o evento são Gui Boratto e o N.A.S.A. - o projeto do DJ Zegon.
As especulações em torno de uma possível performance Ziggy Stardust de David Bowie não foram confirmadas, tampouco o Pavement e Stone Roses. (Uma pena, com o perdão da sinceridade eu trocaria o titio Paul por Bowie sem nem pensar).


Fleet Foxes
www.myspace.com/fleetfoxes


Glasvegas
www.myspace.com/glasvegas

Outros nomes que merecem destaque: Girl Talk; os mais comentados na mídia gringa ultimamente Glasvegas e Fleet Foxes, Thievery Corporation, que lançou um bom álbum em setembro de 2008; Antony and The Johnson, sempre especial ao pé de seu piano, com sua voz cristalina; e os mais dançantes Lykke Li, Late of the Pier, Supermayer, Friendly Fires… Domingo está imperdível. O encerramento apoteótico com o The Cure deverá ser inesquecível.

Os valores de ingressos e todas as informações sobre o festival estão no site www.coachella.com

Por outras bandas da Terra
O Sonar, festival de música e artes multimídias de Barcelona por sua vez, anuncia uma de suas principais atrações, o Orbital. É o comeback dos irmãos Hartnoll, um dos grandes nomes da eletrônica dos anos 90.


Orbital
www.myspace.com/orbitalofficial  

Pelo visto a crise não vai abalar os grandes festivais. Vamos ver se o público tem bala para comparecer.

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30 de janeiro de 2009

O Brasil no circuito internacional de foto de Moda

repique2008 às 10:18

Fotografia, moda e comportamento. Iguatemi Photoseries, o projeto que quer colocar o Brasil no circuito internacional de mostras de fotografia, trouxe em sua 1ª edição a exposição ‘Heaven to Hell – Belezas e Desastres’, do fotógrafo americano David LaChapelle. Sucesso de visitação.

Em sua segunda edição, em cartaz até o dia 05 de fevereiro, emplaca ‘Chop off their heads’, uma antologia de retratos ‘olho no olho’ que dialoga com a sociedade midiática” – clicadas pelo escocês radicado em Londres, Rankin.

O Repique bateu um papo com o curador do projeto, Chico Lowndes, que revela aqui o que está por trás desse projeto e das imagens dessas “exposições temporária que dão uso a um museu sem acervo”.

Chico, conta um pouco, por favor, sobre o projeto Photo Series.
É um projeto que começou no ano passado com a vinda da exposição do David LaChapelle. O objetivo é inserir o Brasil no circuito internacional de mostras de fotografia.

O Brasil não faz parte desse circuito?
Muito tímido. Já veio uma mostra do Helmut Newton, mas foi pequena. Se você fizer um paralelo comparando como o Brasil está inserido nos circuitos de música – eletrônica, pop – verá que é muito pouco.
A escolha da fotografia é por ser a linguagem que mais dialoga com Moda e Comportamento.

E por que trazer o Rankin?
Buscamos iniciar o projeto com dois grandes nomes – David LaChapelle e o Rankin.
No caso específico do Rankin, por ele ser um fotógrafo articulador do Britpop (movimento dos anos 90) que abrange essa onda Kate Moss, Alexander McQueen, John Galliano, Oasis… Ele consegue sintetizar irreverência e transgressão através de imagem.

Isso tem a ver com a Dazed & Confused (revista inglesa de comportamento, maior publicação independente do mundo, da qual Rankin é o publisher).
Sim. Além de ser o publisher, ele usa a revista como um laboratório para exercer essa linguagem.

Queria que você, no papel de curador, contasse sobre a mostra e suas escolhas.
Essa expo tem 50 imagens, editadas a partir de umas 300 e tantas. É inédita. Tem fotos que são do trabalho pessoal do Rankin e outras de seu trabalho comercial. Não fiz distinção nesse sentido.
É uma antologia de celebridades. Retratos de pessoas das áreas de moda, música, cinema e política. Reuni uma seleção que mostra bem a versatilidade do artista e também o fato dele não ser submisso ao construir a imagem de certos personagens. Por exemplo, no retrato de George Clooney, que é sempre o galã da história, ele está enfiando o dedo no nariz. O Rankin revela seu lado cômico, auto-irônico que acabou vindo à tona, posteriormente, no último filme dos irmãos Cohen.

E a montagem da expo?
Ocupamos o vão livre do MuBE, que foi cortado cenograficamente por duas lâminas vermelhas, como se estivessem sujas de sangue, como se fossem duas guilhotinas, o que remete ao título da exposição ‘Chop off their heads’ (cortem-lhes as cabeças). A lógica da montagem separa os retratos pela divisão dos grupos moda, música, cinema e política. Depois tem as subdivisões: intimismo em PB, fotos em cor levando-se em consideração outros fatores de composição como luz, direção de arte, técnicas de linguagem específicas.

E tem algumas sutilezas como a contraposição entre Debbie Harry (vocalista do Blondie) e a Grace Jones, a diva loira e a diva negra dos anos 80; a brincadeira com os casais, ou ex-casais: a Sienna Miller e o Jude Law – ela sexy e ele desolado, chorando no ombro do Ronald McDonald; o Justin Timberlake e a Britney Spears meio clima faroeste…
Tem também um tríptico: uma imagem do produtor musical Brian Eno berrando, outra só com os olhos da Bjork e outra com o Thom Yorke, que brincam com o “não, vejo, não ouço, não falo” – só que ao contrário. E por aí vai. A idéia foi criar uma narrativa sobre celebridades e suas relações com a mídia.



E qual a próxima mostra que você pensa em trazer?

Não posso dizer…, mas acontece em junho, paralelo ao calendário de moda.

‘Chop off their heads‘ fica em cartaz no MuBE – Museu Brasileiro da Escultura (Av. Europa, 218, tel.: 3081.8611) até 5 de fevereiro.
Gratuita, de segunda a domingo, das 10h às 19h.

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29 de janeiro de 2009

Noite em SP resgata as polainas do Jazz

repique2008 às 10:09

Let’s get physical. Quinta-feira, noite da festa “De Polainas” no Tapas Club, Baixo-Augusta. Nove meninas - Adriana Recchi, Ana Flavia, Angela Rage, Glaucia ++, Japa Girl, Marina Dias, Nádia Edamatsu, Vic Flaksbaum e Vivi Flaksbaum - resgatam o espírito das aulas de Jazz e ocupam a pista de dança com suas coreografias. Todo mundo adere.

Movimento, modismo ou pura coincidência, o fato é que ultimamente, mais do que nunca, o espírito Flashdance tem dominado algumas festinhas e salões. Talvez seja o momento de lançarem o Wii Jazz.

O Repique conversou com Adriana Recchi, hostess de clubs e festas bacanas na cidade e uma das DJs da noite “De Polainas”. Vamos a ela:

Dri, de onde saiu a idéia de resgatar as polainas?
Na verdade a gente faz dança. A Vivi foi bailarina e já há algum tempo estávamos tentando fazer um exercício físico – academia, musculação, nada emplacava - até que um dia ela encontrou a coreógrafa dela dos anos 80, montamos a turma e resolvemos fazer Jazz juntas.
Disso surgiu a idéia de fazer uma festa com músicas divertidas, boas de dançar e de cantar, independente do estilo.

De polaina…
De polainas. A gente usa as polainas mesmo. Na primeira aula todas aparecerem de polainas. Só uma não veio e a Vivi tinha uma de reserva na bolsa. Não foi problema.
Da festa, já é a terceira edição. Em janeiro foi semanal. Mas mês que vem acho que vai virar quinzenal ou mensal.

E conta mais sobre as aulas de Jazz.
O espaço fica ali do lado do Tapas mesmo. A coreógrafa é a Dinah Perry, que é bem conhecida na cena de dança. O parceiro dela, e marido, é o Paulo Goulart Filho. Filho do Paulo Goulart e Nicete Bruno.
Mistura jazz, dança contemporânea, Pilates, RPG para trabalhar bem o corpo, e puxa bastante para a coreografia porque o que a gente quer é dançar.

E qual a trilha da aula?
Tem músicas que ela traz porque tem a contagem certa, mas também gravamos uma trilha com bastante Madonna, Flashdance claro, e Justin.

E a trilha da festa?
Freestyle. De tudo um pouco: anos 60, 70, 80, 90… Rock, Electro, Flash House.

O que é Flash House mesmo?
Anos 90, música eletrônica co bastante vocal, tipo ‘Silent Morning’.

E quem vai à festa?
Mistura de tudo. Amigos em comum e os particulares.

Muita gente de polaina? O povo adere?
Vááárias polainas.

E o povo faz muita coreografia?
FAZ! Faz coreô, canta junto, sobem no palco, pedem música…

E vem cá, não tem muitas DJs? Dá tempo de todas tocarem?
A gente se divide, no Tapas tem duas pistas. Geralmente duas tocam no bar de baixo e quatro na pista de cima, outra faz a hstess na porta, outra circula… E ao invés de fazermos set com horário, tocamos todas ao mesmo tempo, então acaba que você põe uma música e só vai pôr outra depois de tocarem mais três, dá tempo de ir para pista, conversar com os amigos. Estamos à frente e atrás das pick ups. É uma cooperativa de polainas.

Por fim, você ouviu dizer que a Olivia Newton John vem para o Brasil fazer show esse ano?
Mentira? Precisamos chamá-la para tocar no ‘De Polainas’!

De Polainas, no Tapas Club
Rua Augusta, 1246 - São Paulo

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